Bianca de Fátima Gonçalves BarbosaMaria Eduarda Bezerra e Silva2026-06-172026-06-172026-06-17https://repositorio.unifev.edu.br/handle/123456789/655O envelhecimento populacional e o aumento da expectativa de vida no cenário brasileiro têm gerado impactos significativos na saúde pública, destacando-se a alta prevalência de doenças crônicas não transmissíveis e a necessidade do uso concomitante de múltiplos medicamentos, fenômeno conhecido como polifarmácia. Embora frequentemente necessário para o controle terapêutico, a polifarmácia eleva exponencialmente o risco de desfechos clínicos negativos na população idosa, tais como reações adversas, interações medicamentosas e problemas de adesão ao tratamento. Diante dessa perspectiva, este estudo teve como objetivo analisar o papel estratégico e o impacto das intervenções do farmacêutico clínico no manejo da polifarmácia voltada à segurança do paciente idoso. Para tanto, realizou-se uma revisão bibliográfica da literatura, com abordagem qualitativa e caráter descritivo, fundamentada na busca em bases de dados científicas como Scientific Electronic Library Online (SciELO), PubMed e MEDLINE, utilizando os descritores “Polifarmácia”, “Farmácia Clínica”, “Cuidado Farmacêutico”, “Segurança do Paciente” e “Uso Racional de Medicamentos”, bem como seus correspondentes em inglês e espanhol. Foram incluídos artigos originais, artigos de revisão, legislações pertinentes à prática farmacêutica e documentos institucionais relacionados à atuação do farmacêutico clínico no manejo da polifarmácia em idosos, publicados entre os anos de 2016 e 2026. Os resultados evidenciaram que a atuação clínica do farmacêutico, por meio de ferramentas como a revisão da farmacoterapia, conciliação medicamentosa e processos de desprescrição, contribui para a redução do uso de medicamentos potencialmente inapropriados e a ocorrência de erros farmacoterapêuticos. Observou-se, ainda, que as intervenções reduzem os índices de reinternação hospitalar e a busca por serviços de emergência, promovendo a segurança clínica do paciente, embora a inserção desse profissional ainda enfrente barreiras estruturais e de integração multiprofissional. Conclui-se que a atuação ativa do farmacêutico clínico transcende o suporte técnico, consolidando-se como um pilar indispensável na otimização da farmacoterapia, na promoção do uso racional de medicamentos e na melhoria na qualidade de vida dos idosos polimedicados.ptpolifarmáciafarmácia clínicacuidado farmacêuticosegurança do pacienteuso racional de medicamentosATUAÇÃO DO FARMACÊUTICO CLÍNICO NO MANEJO DA POLIFARMÁCIA E NA SEGURANÇA DO PACIENTE IDOSO: REVISÃO BIBLIOGRÁFICATCC