ODAIR SCATOLIN ROSSAFA GARCIALUIS FELIPE CATALAN DE OLIVEIRA2026-03-122026-03-120026-03-12https://repositorio.unifev.edu.br/handle/123456789/639A paralisia flácida em bovinos configura um desafio diagnóstico relevante na clínica veterinária, em razão da diversidade de enfermidades que podem cursar com sinais neuromusculares semelhantes. Este trabalho tem como objetivo realizar uma análise comparativa entre distintas etiologias associadas à paralisia flácida, com ênfase em um possível caso clínico de botulismo. A pesquisa adota uma abordagem qualitativa e exploratória, na qual baseia-se em um relato de caso observado em campo, no qual a presença de sinais neurológicos progressivos levantou a suspeita de intoxicação por neurotoxinas produzidas por Clostridium botulinum. A partir dessa ocorrência, são revisados os principais agentes que provocam quadros clínicos semelhantes, como raiva, hipocalcemia, hipomagnesemia e o próprio botulismo, com destaque para os métodos de diferenciação clínica, epidemiológica e laboratorial. A abordagem adota uma perspectiva prática, voltada à realidade da medicina veterinária rural, considerando os impactos sanitários, zootécnicos e econômicos. Os animais estudados no Sítio Ribeirão Bonito, em Álvares Florence/SP, apresentaram sinais clínicos típicos de paralisia flácida, incluindo tetraparesia, ataxia, sialorreia, perda de tônus da cauda e, em casos graves, da musculatura da língua. O histórico revelou ausência de vacinação contra clostridiose e alimentação em pastagem adubada com compostagem de aviário, sugerindo intoxicação por Clostridium botulinum. A maioria dos casos evoluiu para óbito em cerca de 5 dias, com apenas um animal sobrevivente sem sequelas. Não foram realizados exames laboratoriais confirmatórios devido à rápida progressão dos sintomas, mas as análises clínicas e epidemiológicas reforçaram a hipótese de botulismo. O tratamento incluiu fluidoterapia, suplementação de cálcio, vitaminas do complexo B, hepatoprotetores e antibióticos, além de suporte mecânico para evitar atrofia muscular. Concluise que o estudo evidencia a relevância do diagnóstico clínico-epidemiológico aliado à prevenção por meio da vacinação e do manejo adequado. No caso do botulismo, a vacinação deve seguir o protocolo de duas doses iniciais, com intervalo de 30 dias, seguidas de revacinação anual (em regiões endêmicas, recomenda-se a aplicação da vacina a cada 6 meses), garantindo a manutenção do rebanho. Assim, o botulismo se destaca como um importante desafio à sanidade bovina, além de o estudo contribuir para a formação crítica do médico-veterinário, ao oferecer subsídios para o diagnóstico diferencial e para a tomada de decisões diante de distúrbios neuromusculares em ruminantes.Botulismobovinosdiagnóstico diferencialneurologia veterináriaparalisia flácida.DIAGNÓSTICO DIFERENCIAL DE PARALISIA FLÁCIDA EM BOVINOS: POSSÍVEL CASO DE BOTULISMO COMO RELATO CLÍNICO E ANÁLISE COMPARATIVA COM OUTRAS ETIOLOGIAS NEUROMUSCULARESTCC