MARIA APARECIDA DO CARMO DIASKAYLA SAMARA ARROIO DONELLIMARIA EDUARDA ALVES RAVELI2026-05-062026-05-062026-04-13https://repositorio.unifev.edu.br/handle/123456789/644No Brasil, o câncer de colo do útero, também chamado de câncer cervical, é o quarto tipo de câncer mais comum entre as mulheres. Com exceção do câncer de pele, esse tumor é o que apresenta maior potencial de prevenção e cura quando diagnosticado precocemente. Atingir alta cobertura no rastreamento da população definida como alvo é o componente mais importante para que se obtenha significativa redução da incidência e da mortalidade por câncer de colo do útero. Estima-se que 12% a 20% das brasileiras entre 25 e 64 anos nunca realizaram o exame citopatológico, que é a principal estratégia de rastreamento do câncer de colo do útero e de suas lesões precursoras. Entre as razões que levam a uma baixa cobertura no rastreamento do câncer de colo do útero encontra-se a dificuldade de acesso e acolhimento enfrentado pelas mulheres, seja pela rigidez na agenda das equipes, que nem sempre está aberta à disponibilidade da mulher, ou ainda por não acolher singularidades. O objetivo foi analisar os exames citopatológico ocorridos em Votuporanga, levantar o número de exames, faixa etária, raça, adequabilidade, exames anteriores e resultados. Trata-se de uma pesquisa descritiva, quantitativa e retrospectiva. Os dados foram levantados do DataSUS Tabnet (Informações de saúde e epidemiologia e morbidade, SISCAN e cito de colo de útero por local de residência e estado de São Paulo), no período de 2021, 2022, 2023 e 2024. No período de 2021 a 2024 ocorreram 22.101 coletas de Papanicolau em Votuporanga, sendo 5011 coletas em 2021, 5553 em 2022, 6219 em 2023 e 5318 em 2024. Quanto a faixa etária, 0 a 14 anos foram 24 coletas, 15 a 19 anos foram 589, de 20 a 29 anos foram 3187 coletas, de 30 a 39 anos foram 3794 coletas, de 40 a 49 anos foram 5119 coletas, de 50 a 59 anos foram 5326 coletas e maiores de 60 anos foram 4062 coletas. Ao analisar a frequência de exames anteriores 19647 haviam feito, 1364 não fizeram, 888 não lembram e 202 estão sem informação na ficha. Em relação a raça 16.478 das coletas foram de mulheres brancas, 948 foram pretas, 2635 foram amarelas, 1601 foram pardas, quatro foram indígenas e 435 esse dado foi sem informação. Em relação adequabilidade da amostra 21.997 foram satisfatórias e 104 foram insatisfatórias. Já em relação a atipias de células escamosas foram encontradas 53 de grau baixo (HPV-NIC I), 58 de grau alto (NIC II e NIC III), 11 sem exclusão de invasão e dois carcinomas invasivos. Conclui-se com essa pesquisa que o perfil epidemiológico do exame de Papanicolau refere-se ao estudo e análise dos dados coletados através do exame, com o objetivo de identificar padrões e características das alterações celulares encontradas, auxiliando na compreensão da incidência, prevalência e fatores de risco associados ao câncer do colo do útero e outras condições cervicais. Espera-se que tais achados contribuam para a elaboração de estratégias de gestão assertivas e que reforce a necessidade de políticas de promoção de saúde voltadas à mulher a fim de minimizar os impactos advindos com o Câncer do Colo de Útero.ptpapanicolaucitopatologia oncóticacâncer de colo de útero.PESQUISA SOBRE OS EXAMES CITOPATOLÓGICOS OCORRIDOS EM VOTUPORANGA: UMA SÉRIE HISTÓRICA