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LEVANTAMENTO E ANÁLISE DA COBERTURA VACINAL DE CRIANÇA ATÉ 5 ANOS, EM VOTUPORANGA: UMA SÉRIE HISTÓRICA
(2026-04-06) LARISSA GABRIELA VILELA DE SOUZA; NATHALIA ALVES VILELA; MARIA APARECIDA DO CARMO DIAS
A vacinação é considerada uma das estratégias mais eficientes para redução da morbimortalidade das doenças imunopreveníveis. A Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo foi pioneira em implementar o programa estadual de vacinação em 1968. O Programa Nacional de Imunização – PNI, criado em 1973 e regulamentado em 1975, surgiu com a recomendação de aplicação de cinco vacinas. Hoje fazem parte do calendário nacional 30 vacinas. Uma das características mais importantes do programa é que as recomendações sobre as vacinas, o calendário, a técnica de aplicação e a conservação são seguidas nos 5570 municípios no Brasil. O sucesso do PNI, reconhecido internacionalmente, se deve ao cumprimento dos princípios básicos do Sistema Único de Saúde, criado em 1989, como descentralização, hierarquização, cogestão dos três níveis de atenção. O valor de imunizações extremamente eficazes no contexto da saúde pública está claramente confirmado por múltiplos resultados obtidos com respaldo científico, coerência, sobretudo pela cooperação epidemiológica, disponibilidade de satisfatória estrutura operacional e cuidadosa programação.
Levantar e analisar a cobertura vacinal de crianças até 5 anos em Votuporanga 2018 a 2024. Objetivo foi levantar o número de vacinas e comparar a cobertura do município com as metas do Ministério da Saúde. Trata-se de um estudo descritivo, quantitativo e retrospectivo. Os dados foram levantados do DataSUS Tabnet, no período de 2018. 2019, 2020, 2021, 2022, 2023 e 2024. Os dados foram encontrados em informação de saúde, assistência à saúde, imunizações desde 1994 e doses aplicadas. No ano de 2018 foram aplicadas 29.237 doses de vacinas em criança até 5 anos, 2019 foram aplicadas 31.779 doses, em 2020 foram 30.074 doses, 2021 foram 28.717 doses, 2022 foram 30.138 dose, 2023 foram 28.319 dose e 2024 foram 25.160 doses. Vale ressaltar que a vacinas devem atingir uma meta de 95% de cobertura. Em relação a BCG houve uma queda em 2020 e 2021 com 88% e 79% de cobertura. A vacina contra hepatite B, pentavalente, tríplice viral e a vacina inativa poliomielite (VIP) houve queda em 2021 e 2022 voltando a atingir a cobertura em 2023 e 2024. A rotavírus, hepatite A e a pneumococo 10 não atingiram a cobertura em 2020 a 2022 voltando a atingir em 2023 e 2024. Já a vacina meningocócica C e febre amarela não atingiram a cobertura desejada desde 2020. No número de doses aplicados ocorre uma discreta diminuição em especial nos dois últimos anos, no entanto observou um aumento na cobertura vacinal em especial em 2024. Observou-se a diminuição das metas no período da pandemia. Vem tendo uma percepção enganosa por parte da população de que não é preciso vacinar porque as doenças estão desaparecendo até falácias de que as vacinas trazem problemas graves de saúde. Com isso agravos praticamente eliminados veem ressurgindo com toda força. A sugestão é que medidas urgentes devem ser adotadas para minimizar este problema como ações educativas, divulgações em escolas e parcerias com comércios e indústrias para estimular os trabalhadores a vacinar os filhos e familiares em geral.
EXAMES DE MAMOGRAFIA REALIZADOS EM VOTUPORANGA: UMA SÉRIE HISTÓRICA
(2026-04-06) ANDREIA CRISTINA MENEGASSO; CLAUDENI RODRIGUES DE SOUZA; MARIA APARECIDA DO CARMO DIAS
O câncer de mama é uma das maiores preocupações de saúde pública no Brasil e no mundo. Entre as mulheres, é o tipo de câncer mais comum, com taxa ainda ascendente de mortalidade. A mamografia, nesse contexto, se destaca como uma ferramenta essencial, pois permite identificar alterações ainda em estágios iniciais, aumentando significativamente as chances de tratamento e cura. No entanto, embora seu papel seja reconhecido, o acesso a esse exame nem sempre é simples. Barreiras sociais, econômicas e estruturais acabam criando desigualdades, fazendo com que muitas mulheres tenham dificuldade em realizar o rastreamento. Para minimizar esse agravo é necessário que o enfermeiro realize campanhas educativas que falem com empatia e clareza e que incentivem o autocuidado. O objetivo foi analisar as mamografias realizadas no município de Votuporanga nos anos de 2021 a 2024, levantar o número de mamografias, faixa etária, sexo, raça, indicação clínica, tamanho do nódulo, mamografia anterior, periodicidade, presença de linfonodos axilares, BI-RADS. Trata-se de uma pesquisa descritiva, retrospectiva e quantitativa. Os dados foram levantados do DataSUS Tabnet (Informações de saúde, epidemiologia e morbidade, SISCAN, mamografia por local de residência e estado de São Paulo), no período de 2021, 2022, 2023 e 2024. Ocorreram nesse período em Votuporanga 11.172 mamografias sendo 4597 (58%) em 2021, 1572 (10%) em 2022, 3601 (23%) em 2023 e 1402 (9%) em 2024. Em relação ao gênero as mulheres realizaram 11.151 mamografias contra 21 homens. Quanto a faixa etária 0 a 19 anos foram 07 mamografias, 20 a 39 anos foram 86, de 40 a 59 anos foram 7221 exames e maiores de 60 anos foram 3858. A raça 8919 (80%) eram brancos, 370 (3%) eram pretos, 1028 (9%) eram amarelos, 568 (5%) eram pardos e 287 (3%) eram sem informação sobre a cor da pele. Em relação a realização de mamografias anteriores 9476 (85%) fizeram e 1696 (15%) nunca tinham feito. Quanto a presença e o tamanho do nódulo somente 800 mamografias tinham essa referência, menor ou igual 10 mm foram 262 (32.7%) mamografias, 11 a 20 mm foram 420 (52,5%), 21 a 50 mm foram 117 (14,6%) e > 50 mm foi uma (0,2%) mamografia. Em relação a indicação clínica 534 (5%) foram com finalidade diagnóstica e 10.638 (95%) foram para rastreamento. O resultado em BI-RADS foram classificação como zero 759 mamografias, classificação 1 foram 1754, classificação 2 foram 8201, classificação 3 foram 280, classificação 4 foram 137, classificação 5 foram 35 e classificação 6 foram seis mamografias. Diante dos dados analisados, conclui-se que o câncer de mama é um problema de saúde pública que exige atenção constante, planejamento estratégico e investimento contínuo. O estudo permitiu alcançar os objetivos propostos, contribuindo para a compreensão mais aprofundada da temática e reforçando a necessidade de medidas que ampliem o acesso, o conhecimento e a equidade nos serviços destinados à saúde da mulher. Os achados quanto mais precoce aumentam a chance de cura ou minimizam as incidências das metástases.
PESQUISA SOBRE OS EXAMES CITOPATOLÓGICOS OCORRIDOS EM VOTUPORANGA: UMA SÉRIE HISTÓRICA
(2026-04-13) KAYLA SAMARA ARROIO DONELLI; MARIA EDUARDA ALVES RAVELI; MARIA APARECIDA DO CARMO DIAS
No Brasil, o câncer de colo do útero, também chamado de câncer cervical, é o quarto tipo de câncer mais comum entre as mulheres. Com exceção do câncer de pele, esse tumor é o que apresenta maior potencial de prevenção e cura quando diagnosticado precocemente. Atingir alta cobertura no rastreamento da população definida como alvo é o componente mais importante para que se obtenha significativa redução da incidência e da mortalidade por câncer de colo do útero. Estima-se que 12% a 20% das brasileiras entre 25 e 64 anos nunca realizaram o exame citopatológico, que é a principal estratégia de rastreamento do câncer de colo do útero e de suas lesões precursoras. Entre as razões que levam a uma baixa cobertura no rastreamento do câncer de colo do útero encontra-se a dificuldade de acesso e acolhimento enfrentado pelas mulheres, seja pela rigidez na agenda das equipes, que nem sempre está aberta à disponibilidade da mulher, ou ainda por não acolher singularidades. O objetivo foi analisar os exames citopatológico ocorridos em Votuporanga, levantar o número de exames, faixa etária, raça, adequabilidade, exames anteriores e resultados. Trata-se de uma pesquisa descritiva, quantitativa e retrospectiva. Os dados foram levantados do DataSUS Tabnet (Informações de saúde e epidemiologia e morbidade, SISCAN e cito de colo de útero por local de residência e estado de São Paulo), no período de 2021, 2022, 2023 e 2024. No período de 2021 a 2024 ocorreram 22.101 coletas de Papanicolau em Votuporanga, sendo 5011 coletas em 2021, 5553 em 2022, 6219 em 2023 e 5318 em 2024. Quanto a faixa etária, 0 a 14 anos foram 24 coletas, 15 a 19 anos foram 589, de 20 a 29 anos foram 3187 coletas, de 30 a 39 anos foram 3794 coletas, de 40 a 49 anos foram 5119 coletas, de 50 a 59 anos foram 5326 coletas e maiores de 60 anos foram 4062 coletas. Ao analisar a frequência de exames anteriores 19647 haviam feito, 1364 não fizeram, 888 não lembram e 202 estão sem informação na ficha. Em relação a raça 16.478 das coletas foram de mulheres brancas, 948 foram pretas, 2635 foram amarelas, 1601 foram pardas, quatro foram indígenas e 435 esse dado foi sem informação. Em relação adequabilidade da amostra 21.997 foram satisfatórias e 104 foram insatisfatórias. Já em relação a atipias de células escamosas foram encontradas 53 de grau baixo (HPV-NIC I), 58 de grau alto (NIC II e NIC III), 11 sem exclusão de invasão e dois carcinomas invasivos. Conclui-se com essa pesquisa que o perfil epidemiológico do exame de Papanicolau refere-se ao estudo e análise dos dados coletados através do exame, com o objetivo de identificar padrões e características das alterações celulares encontradas, auxiliando na compreensão da incidência, prevalência e fatores de risco associados ao câncer do colo do útero e outras condições cervicais. Espera-se que tais achados contribuam para a elaboração de estratégias de gestão assertivas e que reforce a necessidade de políticas de promoção de saúde voltadas à mulher a fim de minimizar os impactos advindos com o Câncer do Colo de Útero.
LEVANTAMENTO DOS CASOS DE DENGUE EM VOTUPORANGA: UMA SÉRIE HISTÓRICA
(2026-04-13) ALINE ARAUJO DE SOUZA PRADO; DAYANA BARBOSA VIEIRA; MARIA APARECIDA DO CARMO DIAS
Dengue é uma arbovirose que prevalece nas regiões subtropicais e tropicais cuja doença é transmitida por artrópodes hematófagos e que necessitam de um hospedeiro vertebrado para continuar o ciclo infeccioso. Transmitida pelo mosquito Aedes aegypti é uma patologia febril, causada pelo agente etiológico DENV, de sorotipos 1 a 4, que prevalece nos centros urbanos, cujas manifestações clínicas podem ir de assintomáticas até graves. No Brasil, a dengue representa uma doença endêmica, com prevalência de sorotipos distintos em cada momento de pico de casos. O objetivo da pesquisa foi caracterizar os casos de dengue em Votuporanga dos anos de 2021 a 2024, levantar o número de casos, faixa etária, sexo, raça, critério de confirmação, classificação final, evolução, sorotipo e hospitalização. Trata-se de uma pesquisa descritiva, quantitativa e retrospectiva. Os dados foram levantados do DataSUS Tabnet (Informações de saúde e epidemiologia e morbidade, agravos de notificação de 2007 em diante (SINAN) e dengue de 2014 em diante. No período de 2021 a 2024 foram levantadas 25.710 notificações de dengue, sendo 1227 (5%) em 2021, 10476 (41%) em 2022, 1203 (4%) em 2023 e 12804 (50%) em 2024. Quanto a raça 23196 foram brancas, 479 pretas, 82 amarelas, 1894 parda, quatro indígenas e 55 sem informação. Em relação a faixa etária de 1 a 9 anos foram 2086 (9%) notificações, 10 a 14 anos foram 1700 (7%), 15 a 19 anos foram 2026 (8%), 20 a 39 anos foram 9587 (37%), 40 a 59 anos foram 6855 (27%) e maiores de 60 anos foram 3456 (13%). O gênero 11845 (46%) das notificações foram do masculino e 13876 (54 %) foram femininos. Quanto ao critério de confirmação 9993 (39%) foram laboratoriais, 14797 (57%) foram clínico epidemiológico, 920 (4%) os dados estavam em indefinido na ficha. A classificação final foram 24451 (95,1%) dengue clássica, 53 (0,2%) dengues grave e 1206 (4,7%) inconclusivo. Quanto a evolução foram 24722 (96,15%) foram cura, 29 (0,12%) óbitos e 959 (3,73%) ficha em branco. Em relação ao sorotipo 25645 (99,79%) das notificações não foram pesquisados, sendo que 65 (0,25%) das coletas pesquisadas registraram quatro DENV 1 foram quatro casos (6,16%), 60 DENV 3 foram 60 casos (92,3%) e um DENV 2 (1,54%). Quanto a necessidade de hospitalização 608 (2,37%) foram internados e 24992 (97,2%) não houve indicação e 110 (0,43%) a ficha estava em branco. Essa pesquisa permitiu observar uma elevada incompletude dos dados durante o preenchimento das fichas. Recomenda-se realizar capacitação de profissionais para preencher corretamente os instrumentos de notificações. O que tange o perfil dos indivíduos, os mais predispostos ao acometimento pela doença são as mulheres entre 20 e 29 anos, brancas. A alta incidência da patologia revela um alto impacto na saúde pública, com gastos de subsídios e superlotação dos serviços de saúde, além disso, ressalta-se também o desgaste na vida do paciente, considerando os sintomas da doença e possíveis agravos, influenciando diretamente na qualidade de vida.
Palavras-chave: dengue. perfil epidemiológico. arbovirose
UMA ANÁLISE QUANTI-QUALITATIVA DE UM RELATO DE EXPERIÊNCIA DAS OCORRÊNCIAS EM EMERGÊNCIAS PSIQUIÁTRICAS EM ADULTOS NO SERVIÇO PRÉ-HOSPITALAR MÓVEL DE UM MUNICÍPIO DO NOROESTE PAULISTA
(2025-06-05) AMANDA SILVERIO PAIS; JOÃO LUCAS PARRO; Dr. Reinaldo Antônio de Carvalho.
O atendimento a pacientes em crise psiquiátrica no âmbito pré-hospitalar de urgência
e emergência tem se mostrado um dos grandes desafios para os profissionais de saúde, o
reconhecimento dos indicadores de atendimento psiquiátrico e fatores decisivos para uma
assistência segura e eficaz se torna essencial para melhor manejo do paciente. O presente estudo
tem como objetivo reconhecer a compreensão da equipe de enfermagem do Serviço de
Atendimento Móvel de Urgência quanto ao atendimento de pacientes em situação de
emergência psiquiátrica, analisar os tipos mais frequentes de ocorrências de transtornos mentais
e discutir as estratégias utilizadas na abordagem ao paciente em situação de crise, evidenciando
os obstáculos enfrentados e as práticas do cotidiano no serviço. Para tanto, foi adotada uma
abordagem metodológica quantitativa e qualitativa baseada em um relato de experiência. A
pesquisa foi realizada com aplicação de entrevistas aos profissionais de enfermagem atuantes
no SAMU de Votuporanga/SP, tendo seus resultados transcritos e avaliados para o estudo. Com
base na análise dos dados obtidos, buscou-se identificar a assistência de enfermagem, as
principais dificuldades e limitações no atendimento psiquiátrico de emergência, assim como o
conhecimento sobre protocolos institucionais e a oferta de treinamentos na área de saúde
mental. Os resultados indicaram que, apesar de os profissionais apresentarem conhecimento
sobre os transtornos mentais, há uma insustentabilidade sobre o que caracteriza uma emergência
psiquiátrica, especialmente pelos profissionais de nível médio, e a imprecisão sobre a existência
de protocolos institucionais direcionados a esses casos. Constatou-se ainda, a necessidade de
treinamentos com cronograma bem definido voltados à saúde mental. Desse modo, identifica-
se que a capacitação contínua e a implementação de protocolos específicos são fundamentais
para melhorar a assistência prestada em emergências psiquiátricas pela equipe de enfermagem,
principalmente por serem profissionais generalistas, garantindo um atendimento mais seguro e
qualificado.