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FITOTERÁPICOS E PRÁTICAS INTEGRATIVAS E COMPLEMENTARES (PICs) NO ÂMBITO DA ATENÇÃO BÁSICA NOS MUNICÍPIOS DO DEPARTAMENTO REGIONAL DE SAÚDE .
(2026-06-09) HELOIZA FERNANDA TAVARES GERIN; Profa. Ma. Valéria da Cruz Oliveira de Castro.
RESUMO
A portaria n° 971, de 03 de maio de 2006, aprova a Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares no SUS, define a estrutura para estabelecer objetivos, responsabilidades para desenvolvimento das Práticas no SUS (PNPIC), juntamente a atenção básica. De acordo com o Ministério da Saúde a construção da Política Nacional de Praticas Integrativas e Complementares no SUS iniciou a partir do atendimento das diretrizes e recomendações de várias conferências nacionais de saúde e das recomendações da Organização Mundial da Saúde (OMS). O presente trabalho de conclusão de curso teve como objetivo analisar a oferta e a utilização de medicamentos fitoterápicos e das Práticas Integrativas e Complementares em Saúde (PICS) nos municípios de um Departamento Regional de Saúde, identificando barreiras e potencialidades para sua implementação e fortalecimento na Atenção Básica, com destaque para o papel do farmacêutico e da Assistência Farmacêutica. Tratou-se de um estudo observacional, transversal e descritivo, com abordagem quantitativa e qualitativa, que incluiu todos os 102 municípios da regional de saúde. A coleta de dados foi realizada por meio de questionário eletrônico enviado aos responsáveis pela Assistência Farmacêutica e/ou coordenadores da Atenção Básica, abordando a disponibilidade de fitoterápicos, modalidades de PICs implantadas, capacitação de profissionais e utilização do sistema Dose Certa. Embora 34 municípios não tenham respondido ao questionário, os resultados obtidos a partir da resposta de 68 municípios subsidiaram políticas regionais de saúde, promoveram a integração das PICs na Atenção Básica e fortaleceram a atuação do farmacêutico na supervisão e orientação sobre fitoterápicos e plantas medicinais.
EDUCAÇÃO E SUSTENTABILIDADE NA PRÁTICA FARMACÊUTICA: ELABORAÇÃO DE UM PLANO DE GERENCIAMENTO DE RESÍDUOS DE SERVIÇOS DE SAÚDE EM UMA FARMÁCIA UNIVERSITÁRIA
(2026-06-17) Izabela de Fátima Furtado; Marcos Vinicius Sant'Ana Paulino; Bianca de Fátima Gonçalves Barbosa
Os resíduos de serviços de saúde (RSS) constituem uma importante preocupação para a saúde pública e para a conservação ambiental, tornando indispensável a adoção de práticas adequadas de gerenciamento para reduzir riscos sanitários, ocupacionais e impactos ao meio ambiente. Este estudo teve como objetivo desenvolver um Plano de Gerenciamento de Resíduos de Serviços de Saúde (PGRSS) em uma Farmácia Universitária, enfatizando sua contribuição para a promoção da educação em saúde, sustentabilidade ambiental e aprimoramento das práticas farmacêuticas. Trata-se de uma pesquisa aplicada, com abordagem qualitativa, caráter descritivo e delineada como plano de ação. A pesquisa foi realizada em uma Farmácia Universitária vinculada a uma instituição de ensino superior localizada no noroeste do estado de São Paulo, utilizando como instrumentos a observação direta e a análise documental. Posteriormente, as práticas identificadas foram analisadas com base nas diretrizes estabelecidas pela RDC nº 222/2018 e pela Resolução CONAMA nº 358/2005, servindo como suporte para a construção de um PGRSS ajustado à realidade da instituição. O diagnóstico situacional evidenciou fragilidades relacionadas ao processo de recebimento dos resíduos, segregação, rastreabilidade e organização do fluxo de descarte. Conclui-se que a elaboração do PGRSS representa uma ferramenta importante para a organização dos processos internos, adequação às normas sanitárias vigentes e fortalecimento da responsabilidade socioambiental no contexto acadêmico.
INTOXICAÇÃO POR METANOL: ESTUDO EPIDEMIOLÓGICO E CLÍNICO EM PACIENTES ATENDIDOS EM HOSPITAIS DA REDE PÚBLICA NO ESTADO DE SÃO PAULO
(2026-06-09) ANNY ELISE XAVIER ROSSI; Profa. Ma. Valéria da Cruz Oliveira de Castro.
O metanol é um álcool tóxico cuja ingestão, acidental ou intencional, representa um grave problema de saúde pública devido à alta toxicidade de seus metabólitos, como o ácido fórmico,
capaz de causar acidose metabólica e cegueira irreversível. Este estudo teve como objetivo analisar o perfil epidemiológico e clínico dos casos de intoxicação por metanol no Brasil e
destacar a importância da atuação do farmacêutico clínico nesse contexto. A metodologia consistiu em uma pesquisa epidemiológica, observacional, retrospectiva e descritiva, com
abordagem quantitativa fundamentada em dados secundários do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (SINAN/DATASUS) referentes ao ano de 2025, além de revisão
bibliográfica. Os resultados revelaram 767 casos confirmados no período, com concentração expressiva na região Sudeste, destacando-se o estado de São Paulo com 411 notificações. O
perfil predominante foi de adultos jovens (20 a 39 anos) e do sexo masculino, sugerindo relação com o consumo de bebidas alcoólicas adulteradas. Observou-se um aumento sazonal de casos em outubro, indicativo de surtos pontuais. Embora a maioria dos pacientes tenha evoluído para cura sem sequelas, foram registrados 22 óbitos, evidenciando a gravidade da condição. O farmacêutico clínico mostrou-se essencial no manejo terapêutico, atuando no monitoramento do uso de antídotos (etanol e fomepizol), na identificação de interações medicamentosas e na vigilância em saúde. Conclui-se que o fortalecimento da fiscalização sanitária e a educação da população são medidas fundamentais para a prevenção e controle dessas intoxicações.
PERFIL DE UTILIZAÇÃO DE BENZODIAZEPÍNICOS E ANTIDEPRESSIVOS EMPREGADOS NO TRATAMENTO DE TRANSTORNOS MENTAIS NAS UNIDADES BÁSICAS DE SAÚDE DE UM MUNICÍPIO DO INTERIOR DE SÃO PAULO SUBTÍTULO
(2026-06-09) ISABELLA MORETTI DE LIMA; Profa. Ma. Valéria da Cruz Oliveira de Castro.
Os transtornos mentais têm aumentado expressivamente nas últimas décadas e são considerados o “mal do século XXI”, acometendo indivíduos de todas as faixas etárias e
exigindo estratégias eficazes de prevenção e cuidado. O objetivo do presente estudo foi analisar o perfil de utilização dos medicamentos empregados no tratamento dos transtornos de
ansiedade, especialmente benzodiazepínicos e antidepressivos, nas Unidades Básicas de Saúde do município de Votuporanga, interior do estado de São Paulo, no período de 2020 a
2025, identificando os medicamentos mais utilizados, o perfil dos usuários, os fatores associados ao aumento do consumo e o papel do farmacêutico nesse contexto. Trata-se de um
estudo descritivo realizado via análise de relatórios de movimentação de estoque, buscando identificar fatores associados ao aumento do consumo de medicamentos para ansiedade, bem como o papel do farmacêutico frente a esse relevante problema de saúde pública. Os resultados indicam um aumento expressivo no consumo de fármacos benzodiazepínicos e
antidepressivos, com destaque para Sertralina e Clonazepam, especialmente após a pandemia de COVID-19, que contribuiu significativamente para o crescimento dos casos de transtornos mentais. Conclui-se que a intervenção clínica do farmacêutico é o pilar para a promoção do uso racional, contribuindo para a segurança do paciente e para a minimização de riscos associados ao uso prolongado ou inadequado dessas substâncias.
INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL E RECURSOS TECNOLÓGICOS APLICADOS À FARMÁCIA CLÍNICA: AVANÇOS E PERSPECTIVAS EM UMA REVISÃO BIBLIOGRÁFICA
(2026-06-17) Anthony Gabriel Dorado Vicentini; Bianca de Fátima Gonçalves Barbosa
Sustenta-se que a transformação digital na saúde e a crescente complexidade farmacoterapêutica exigem adaptações contínuas na prática profissional. Nesse contexto, aponta-se que a inteligência artificial (IA) atua como um recurso estratégico capaz de otimizar operações, mitigar tarefas repetitivas e viabilizar uma assistência terapêutica mais segura. O presente trabalho tem como objetivo geral explorar o papel da IA e dos recursos tecnológicos na farmácia clínica, destacando seus impactos no processo de trabalho e na tomada de decisão. A metodologia adotada consiste em uma revisão narrativa de literatura, cujos dados foram levantados entre agosto de 2025 a abril de 2026, abrangendo publicações do período de 2016 a 2026 nas bases SciELO e PubMed. Os estudos analisados demonstraram que ferramentas de inteligência artificial podem contribuir para redução de erros de prescrição e ampliação das intervenções farmacêuticas relacionadas à segurança do paciente. Inteira-se a consolidação da telefarmácia e o uso de aplicativos móveis (mHealth) como facilitadores logísticos decisórios e essenciais à continuidade do cuidado. Contudo, adverte-se que a adoção dessas inovações impõe complexos desafios éticos e regulatórios, tornando imperativa a governança de dados em conformidade com a Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (LGPD) e com a transparência algorítmica, a fim de evitar a opacidade sistêmica e o distanciamento interpessoal. Conclui-se que o farmacêutico amplia a sua capacidade de análise técnica, assegurando um atendimento mais eficaz e humanizado no cenário da saúde digital.