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A ATUAÇÃO DO ENFERMEIRO NA PROMOÇÃO DA SAÚDE MENTAL DE ADOLESCENTES EM ESCOLAS PÚBLICAS: UMA REVISÃO DE LITERATURA
(2026-05-30) MARIELE FERNANDA PEDRO; ANGELICA MARIA JABUR BIMBATO
A adolescência constitui uma fase marcada por intensas transformações físicas, emocionais e
sociais, que podem tornar os indivíduos mais vulneráveis a situações de sofrimento psíquico.
Nesse contexto, a escola configura-se como espaço estratégico para o desenvolvimento de ações
de promoção da saúde mental, possibilitando intervenções precoces e contínuas. O presente
estudo tem como objetivo analisar a atuação do enfermeiro na promoção da saúde mental de
adolescentes em escolas públicas. Trata-se de uma pesquisa de natureza bibliográfica, com
abordagem qualitativa e caráter descritivo, desenvolvida por meio da análise de produções
científicas relacionadas à temática. Os resultados evidenciam que o enfermeiro desempenha
papel fundamental na identificação de fatores de risco, no acolhimento, na escuta qualificada e
na implementação de ações educativas voltadas ao fortalecimento emocional dos adolescentes.
Destaca-se, ainda, a importância da articulação entre escola, família e serviços de saúde como
estratégia para construção de ambientes mais saudáveis e preventivos. Conclui-se que a
inserção da enfermagem no contexto escolar contribui significativamente para a promoção do
bem-estar psicológico, prevenção de agravos mentais e desenvolvimento integral dos
adolescentes, reforçando a necessidade de práticas interdisciplinares e políticas públicas
voltadas à saúde mental nessa população.
IMPORTÂNCIA DA VACINAÇÃO MATERNO-FETAL: UMA REVISÃO DE LITERATURA
(2026-05-06) DAHIANI CRITINA DA SILVA INNAMORATO; RAFAEL MONTALVAO SANTOS; ANGELICA MARIA JABUR BIMBATO
A vacinação durante a gestação é reconhecida como uma importante estratégia de promoção e prevenção em saúde, com benefícios significativos para a mãe e o feto. Este trabalho tem como objetivo analisar os benefícios da vacinação materno-fetal, com ênfase na atuação da enfermagem, por meio de uma revisão de literatura. Trata-se de um estudo de abordagem qualitativa, desenvolvido a partir da análise de artigos científicos, manuais do Ministério da Saúde e publicações de organizações nacionais e internacionais, disponíveis nas bases de dados SciELO, e google acadêmico. Os achados evidenciam que a imunização materna é segura e eficaz, contribuindo para a proteção da gestante contra doenças infecciosas e para a imunização passiva do recém-nascido, por meio da transferência transplacentária de anticorpos. Destacam-se benefícios como a redução de complicações gestacionais, internações neonatais e mortalidade infantil. Ressalta-se o papel fundamental do enfermeiro no pré-natal, atuando na orientação, educação em saúde, administração de vacinas e incentivo à adesão ao calendário vacinal. Conclui-se que a vacinação materno-fetal representa uma intervenção essencial no cuidado pré-natal, sendo indispensável a atuação qualificada da enfermagem para a promoção da saúde materno-infantil.
PERFIL EPIDEMIOLÓGICO DAS INTERNAÇÕES POR NEOPLASIAS EM VOTUPORANGA/SP
(2026-05-19) ABIGAIL SHIRLEI DANTAS BOTELHO; BÁRBARA MARIOTTO CINTRA DOS SANTOS; ANGELICA MARIA JABUR BIMBATO
As neoplasias representam um importante desafio para a saúde pública devido à elevada incidência, aos custos assistenciais e ao impacto na morbimortalidade. Este estudo teve como objetivo descrever o perfil epidemiológico das internações por neoplasias no município de Votuporanga SP, no período de 2021 a 2024, utilizando dados da base SIH/SUS disponibilizados pelo DATASUS. Trata-se de uma pesquisa descritiva, quantitativa e retrospectiva, que analisou variáveis sociodemográficas, tipos de neoplasias e desfechos clínicos. Foram identificadas 348 internações, com crescimento progressivo ao longo dos anos analisados. As neoplasias benignas corresponderam à maioria dos registros (73,6%), enquanto as malignas representaram 26,4% dos casos. Houve predominância de internados do sexo masculino entre os casos malignos e maior concentração na faixa etária de 60 anos ou mais. O sistema digestório foi o mais acometido entre as neoplasias malignas, além de concentrar a maior parte dos óbitos (58%). No total, registraram se 26 óbitos por neoplasias malignas, principalmente entre homens e idosos. Os resultados apontam para a necessidade de fortalecimento da rede de atenção oncológica local, com ênfase em estratégias de prevenção, diagnóstico precoce, cuidado integral e organização dos serviços especializados. O estudo contribui para o planejamento em saúde e para o aprimoramento das políticas públicas voltadas à oncologia no município.
GESTÃO DE CONFLITOS NA ENFERMAGEM: A ATUAÇÃO ESTRATÉGICA DO ENFERMEIRO LÍDER NO CLIMA ORGANIZACIONAL
(2026-04-27) CASSIA SOUSA RODRIGUES; SIMONE FERREIRA DA SILVA; CLAUDIA CRISTINA COSTA CANELA
A gestão de conflitos no ambiente hospitalar representa um desafio constante para os
profissionais de saúde, especialmente para o enfermeiro em posição de liderança. Diante da
complexidade das relações interpessoais, da sobrecarga de trabalho e das divergências entre
membros da equipe, torna-se essencial a atuação do enfermeiro como mediador estratégico para
promover um ambiente colaborativo e seguro. Este estudo tem como objetivo analisar, por
meio de uma revisão integrativa da literatura, como a liderança do enfermeiro contribui para a
mediação de conflitos e a melhoria do clima organizacional. Foram utilizados artigos
publicados entre os anos de 2021 e 2025, nas bases de dados SciELO, LILACS, BDENF, BVS
e CAPES. Os descritores utilizados foram: “liderança em enfermagem”, “mediação de
conflitos”, “gestão hospitalar”, “clima organizacional” e “enfermagem gerencial”. Foram
selecionados 22 artigos que atendiam aos critérios de inclusão, com foco na atuação do
enfermeiro líder frente aos conflitos. Os resultados evidenciaram que competências como
comunicação eficaz, escuta ativa, empatia, inteligência emocional e liderança transformacional
são fundamentais para o enfrentamento de conflitos. A aplicação da prática baseada em
evidências e o uso de estratégias participativas demonstraram impacto positivo na coesão das
equipes, redução de erros e melhoria da qualidade assistencial. Conclui-se que o enfermeiro
líder, quando preparado e capacitado, tem papel fundamental na transformação de conflitos em
oportunidades de crescimento. Sua atuação estratégica fortalece o clima organizacional,
favorece a segurança do paciente e contribui para um ambiente de trabalho mais saudável e
colaborativo.
LEVANTAMENTO E ANÁLISE DA COBERTURA VACINAL DE CRIANÇA ATÉ 5 ANOS, EM VOTUPORANGA: UMA SÉRIE HISTÓRICA
(2026-04-06) LARISSA GABRIELA VILELA DE SOUZA; NATHALIA ALVES VILELA; MARIA APARECIDA DO CARMO DIAS
A vacinação é considerada uma das estratégias mais eficientes para redução da morbimortalidade das doenças imunopreveníveis. A Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo foi pioneira em implementar o programa estadual de vacinação em 1968. O Programa Nacional de Imunização – PNI, criado em 1973 e regulamentado em 1975, surgiu com a recomendação de aplicação de cinco vacinas. Hoje fazem parte do calendário nacional 30 vacinas. Uma das características mais importantes do programa é que as recomendações sobre as vacinas, o calendário, a técnica de aplicação e a conservação são seguidas nos 5570 municípios no Brasil. O sucesso do PNI, reconhecido internacionalmente, se deve ao cumprimento dos princípios básicos do Sistema Único de Saúde, criado em 1989, como descentralização, hierarquização, cogestão dos três níveis de atenção. O valor de imunizações extremamente eficazes no contexto da saúde pública está claramente confirmado por múltiplos resultados obtidos com respaldo científico, coerência, sobretudo pela cooperação epidemiológica, disponibilidade de satisfatória estrutura operacional e cuidadosa programação.
Levantar e analisar a cobertura vacinal de crianças até 5 anos em Votuporanga 2018 a 2024. Objetivo foi levantar o número de vacinas e comparar a cobertura do município com as metas do Ministério da Saúde. Trata-se de um estudo descritivo, quantitativo e retrospectivo. Os dados foram levantados do DataSUS Tabnet, no período de 2018. 2019, 2020, 2021, 2022, 2023 e 2024. Os dados foram encontrados em informação de saúde, assistência à saúde, imunizações desde 1994 e doses aplicadas. No ano de 2018 foram aplicadas 29.237 doses de vacinas em criança até 5 anos, 2019 foram aplicadas 31.779 doses, em 2020 foram 30.074 doses, 2021 foram 28.717 doses, 2022 foram 30.138 dose, 2023 foram 28.319 dose e 2024 foram 25.160 doses. Vale ressaltar que a vacinas devem atingir uma meta de 95% de cobertura. Em relação a BCG houve uma queda em 2020 e 2021 com 88% e 79% de cobertura. A vacina contra hepatite B, pentavalente, tríplice viral e a vacina inativa poliomielite (VIP) houve queda em 2021 e 2022 voltando a atingir a cobertura em 2023 e 2024. A rotavírus, hepatite A e a pneumococo 10 não atingiram a cobertura em 2020 a 2022 voltando a atingir em 2023 e 2024. Já a vacina meningocócica C e febre amarela não atingiram a cobertura desejada desde 2020. No número de doses aplicados ocorre uma discreta diminuição em especial nos dois últimos anos, no entanto observou um aumento na cobertura vacinal em especial em 2024. Observou-se a diminuição das metas no período da pandemia. Vem tendo uma percepção enganosa por parte da população de que não é preciso vacinar porque as doenças estão desaparecendo até falácias de que as vacinas trazem problemas graves de saúde. Com isso agravos praticamente eliminados veem ressurgindo com toda força. A sugestão é que medidas urgentes devem ser adotadas para minimizar este problema como ações educativas, divulgações em escolas e parcerias com comércios e indústrias para estimular os trabalhadores a vacinar os filhos e familiares em geral.