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ANÁLISE DA EFETIVIDADE DA SEMAGLUTIDA ORAL E SUBCUTÂNEA NO TRATAMENTO DA OBESIDADE
(2026-06-18) Augustinho Godim Teixeira Algarve; Roberto Carlos Grassi Malta
A obesidade é um crescente desafio para a saúde pública, estima-se que existem 890 milhões de pessoas obesas no mundo. Neste contexto, a terapia medicamentosa mostra-se imprescindível ao combate à obesidade, atuando como adjuvante à estilos de vida saudáveis. Estudos demonstram que análogos do GLP-1, como a semaglutida, apresentam significativa eficácia na redução de peso. Objetivamos avaliar a eficácia da semaglutida oral e subcutânea no tratamento da obesidade. O presente trabalho trata-se de uma revisão de literatura realizada entre outubro de 2025 a maio de 2026, que contou com busca ativa de artigos nas seguintes plataformas científicas: PubMed e SciELO. Os critérios de inclusão envolveram artigos originais que demonstraram em estudos observacionais ou ensaios clínicos a avaliação da eficácia da semaglutida em sua forma subcutânea e/ou oral no tratamento da obesidade em adultos. Nos estudos selecionados, no tratamento com a semaglutida oral, foi observado uma redução média do peso corporal de 6,478%. No tratamento com a semaglutida subcutânea, foi observado uma redução média do peso corporal de 11,3%. Além disso, foi observado em ambas as formas que a dose utilizada no tratamento apresenta maior influência na redução do peso do que a duração da terapia, desde que a duração seja igual ou superior a 20 semanas, que é a menor duração dos estudos selecionados. Temos como principal limitação no presente estudo a variação das doses e duração dos tratamentos. Na forma subcutânea as doses de semaglutida variaram de 0,5mg a 2,4mg e a duração da terapia de 20 semanas a 104 semanas. Na forma de uso oral as doses de semaglutida variaram de 2,5mg a 50mg e a duração da terapia de 26 semanas a 78 semanas. Demonstrando a necessidade de em estudos futuros realizar comparações diretas entre as duas formas farmacêuticas. Conclui-se que nos estudos selecionados, a semaglutida subcutânea foi mais eficaz na redução média do peso corporal do que a forma de uso oral, o que está relacionado a alta biodisponibilidade da formulação subcutânea e a baixa biodisponibilidade da formulação oral que é menor que 1% mesmo quando a semaglutida é coformulada com o agente absorvedor SNAC.
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USO DE ANÁLOGOS DE GLP-1: DESAFIOS TERAPÊUTICOS E O CRESCENTE IMPACTO NA PROCURA ESTÉTICA
(2026-06-18) Filipe Cesar Rodrigues Magalhães; Roberto Carlos Grassi Malta
O uso de análogos de GLP-1, como semaglutida e tirzepatida, no tratamento do diabetes mellitus tipo 2 e da obesidade, destaca os mecanismos de ação na regulação glicêmica, aumento da saciedade e redução do peso corporal. O presente trabalho tem como objetivo revisar as abordagens terapêuticas dos análogos de GLP-1, considerando seus mecanismos de ação, finalidades clínicas, aplicações terapêuticas, bem como a influência da mídia na disseminação de informações incorretas. A pesquisa foi realizada em bases de dados como PubMed, Google Acadêmico e SciELO, utilizando descritores relacionados aos principais fármacos da classe, como semaglutida e tirzepatida. Foram incluídos artigos publicados entre 2012 e 2026, em português, inglês e espanhol, sendo inicialmente identificados 60 estudos, dos quais 32 foram selecionados após critérios de elegibilidade. Os trabalhos analisados destacam os mecanismos de ação, eficácia, segurança, regulamentações, além de evidências provenientes de estudos clínicos como STEP e SURMOUNT, bem como o papel do farmacêutico no acompanhamento dessas terapias. O estudo também discute o aumento expressivo da procura a esses medicamentos, levando a medidas regulatórias mais rigorosas pela ANVISA, como retenção de receita médica. Nesse contexto, destaca-se o papel fundamental do farmacêutico na orientação, dispensação segura, prevenção de interações medicamentosas e promoção do uso racional, visando garantir eficácia terapêutica e proteção à saúde do paciente.
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O USO DE AGONISTAS DE GLP-1 PARA O TRATAMENTO DA OBESIDADE E EMAGRECIMENTO ESTÉTICO: OS BENEFÍCIOS E RISCOS METABÓLICOS
(2026-06-18) Karoline Araujo Vieira; Roberto Carlos Grassi Malta
A obesidade é uma doença crônica e multifatorial que se tornou um dos principais desafios de saúde pública global, apresentando crescimento contínuo em diversas faixas etárias. O presente estudo teve como objetivo explorar as evidências científicas sobre os benefícios e riscos metabólicos do uso de análogos de GLP-1 e GIP no tratamento da obesidade e para fins estéticos. A metodologia adotada consistiu em uma revisão integrativa da literatura, com buscas em bases de dados eletrônicas indexadas como Google Acadêmico, PubMed e SciELO, abrangendo o recorte temporal entre os anos de 2016 e 2026. Os resultados indicam que fármacos como a semaglutida e a tirzepatida apresentam alta eficácia na redução do peso corporal e na melhora de parâmetros cardiometabólicos, como a pressão arterial e o perfil lipídico. Enquanto a semaglutida atua como um análogo do GLP-1, a tirzepatida destaca-se pelo mecanismo dual, agindo também sobre os receptores de GIP, o que potencializa a perda de massa corporal. Contudo, observou-se que o uso indiscriminado e off-label, motivado muitas vezes por pressões estéticas e pela influência das redes sociais, eleva o risco de efeitos adversos, predominantemente gastrointestinais (como náuseas e vômitos), além de complicações mais graves, incluindo pancreatite e colelitíase. Conclui-se que, embora representem avanços terapêuticos significativos, a utilização dessas substâncias exige prescrição e acompanhamento profissional rigoroso. Nesse cenário, o papel do farmacêutico é fundamental para promover o uso racional, garantir a adesão correta ao tratamento, orientar quanto ao armazenamento adequado das canetas injetáveis e mitigar potenciais danos à saúde dos pacientes.
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A RESPONSABILIDADE TRIBUTÁRIA DE SÓCIOS E ADMINISTRADORES À LUZ DO ART. 135, III, DO CTN
(2026-06-08) WESLLEY DAVI SILVA DA SILVEIRA; Rodrigo Soncini de Oliveira Guena
O presente estudo analisa a responsabilidade tributária de sócios e administradores no âmbito da execução fiscal, com enfoque nos limites jurídicos do redirecionamento previstos no art. 135, III do Código Tributário Nacional, especialmente diante da exigência de comprovação de excesso de poderes, infração à lei, ao contrato social ou aos estatutos. A pesquisa parte da problemática relacionada à frequente tentativa de inclusão de administradores no polo passivo das execuções fiscais com fundamento exclusivo no inadimplemento tributário ou na insuficiência patrimonial da pessoa jurídica, situação que pode comprometer a autonomia patrimonial societária e ampliar indevidamente a responsabilidade de terceiros. O objetivo consiste em examinar os pressupostos legais e jurisprudenciais que legitimam a responsabilização pessoal de sócios e administradores, distinguindo o mero inadimplemento da prática de ato ilícito. Para tanto, adotou-se metodologia de natureza bibliográfica e jurisprudencial, com análise doutrinária e exame dos entendimentos consolidados pelo Superior Tribunal de Justiça, especialmente a partir da Súmula 430, da Súmula 435 e dos Temas 444 e 630. Os resultados evidenciam que a responsabilização tributária de terceiros possui caráter excepcional, exigindo prova concreta de conduta irregular imputável ao administrador, não sendo admissível sua inclusão automática apenas em razão da existência de débito tributário. Conclui-se que o redirecionamento da execução fiscal deve observar critérios estritos de legalidade, segurança jurídica e individualização da conduta, preservando-se as garantias processuais e patrimoniais dos sujeitos envolvidos.
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A EFICÁCIA DOS INSTRUMENTOS INTERNACIONAIS NO COMBATE AO TRÁFICO INTERNACIONAL DE MULHERES NO ORDENAMENTO JURÍDICO BRASILEIRO
(2026-06-08) CAMILLY KAWAI IDA; Rodrigo Soncini de Oliveira Guena
O tráfico internacional de mulheres é uma grave violação de direitos humanos. Com o tempo, ele envolveu mais a atuação do crime organizado transnacional, aproveitando situações de vulnerabilidade social. Este artigo analisa se os instrumentos jurídicos internacionais criados para combater esse crime são eficazes quando aplicados no ordenamento jurídico brasileiro. O estudo verifica se esses mecanismos contribuem para a prevenção do tráfico, punição dos responsáveis e proteção das vítimas. A importância do tema está no fato de que, apesar de existirem vários tratados e normas internacionais, o tráfico de mulheres continua uma realidade. Isso mostra que a criação de normas não é suficiente para solucionar o problema. A pesquisa usa uma abordagem direta, com análise bibliográfica e documental, além de reflexão sobre a atuação do Estado brasileiro.No desenvolvimento do trabalho, foram abordados os principais instrumentos internacionais sobre o tema e sua aplicação ao direito interno brasileiro. Concluiu-se que o Brasil tem legislação compatível com os padrões internacionais de proteção aos direitos humanos. No entanto, existem dificuldades de implementação e institucionais que impedem uma aplicação mais eficiente dessas normas.