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O PAPEL DA MICROBIOTA INTESTINAL EM DOENÇAS AUTOIMUNES E INFLAMATÓRIAS: REVISÃO BIBLIOGRÁFICA
(2026-06-12) Estela Oliveira Fulioto; Renata Pires de Assis
O sistema imunológico intestinal desempenha papel fundamental na manutenção da homeostase do organismo, sendo continuamente influenciado pela microbiota intestinal, composta por bactérias, vírus, fungos e outros microrganismos que interagem com o hospedeiro. Evidências científicas sugerem que alterações na composição e funcionalidade da microbiota, denominadas disbiose, podem estar associadas à modulação de mecanismos imunológicos envolvidos no desenvolvimento e progressão de doenças inflamatórias e autoimunes. O presente estudo teve como objetivo analisar a relação entre a microbiota intestinal e a fisiopatologia das doenças autoimunes e inflamatórias, com ênfase nos mecanismos imunológicos e nas perspectivas terapêuticas. Trata-se de uma revisão narrativa da literatura, desenvolvida por meio da análise de artigos científicos, revisões e publicações indexadas em bases de dados como PubMed, SciELO e ferramenta de busca Google Scholar, utilizando descritores relacionados à microbiota intestinal, disbiose, sistema imunológico, doenças autoimunes, inflamação intestinal e imunomodulação, considerando estudos relevantes ao tema publicados em português e inglês. Observou-se que metabólitos microbianos, especialmente os ácidos graxos de cadeia curta (AGCC), com destaque para o butirato, exercem papel relevante na manutenção da integridade da barreira intestinal, na modulação de respostas inflamatórias e na regulação imunológica. Em contrapartida, alterações na diversidade microbiana e na permeabilidade intestinal podem favorecer processos inflamatórios associados à autoimunidade, incluindo condições como Diabetes Mellitus Tipo 1, Esclerose Múltipla, Artrite Reumatoide, Lúpus Eritematoso Sistêmico, Doença Celíaca e doenças inflamatórias intestinais. Além disso, fatores ambientais, como alimentação, uso de antibióticos e condições relacionadas ao estilo de vida, demonstraram potencial influência sobre a composição da microbiota intestinal. Estratégias terapêuticas, incluindo probióticos, prebióticos, simbióticos, transplante de microbiota fecal e dietoterapia, vêm sendo investigadas pelo potencial de modular a microbiota e contribuir para o equilíbrio imunológico. Conclui-se que a microbiota intestinal exerce papel relevante na modulação do sistema imune e representa um importante campo de investigação biomédica, com potencial para subsidiar estratégias preventivas e terapêuticas mais individualizadas no manejo de doenças inflamatórias e autoimunes.
USO DE FITOCANABINÓIDES: PERCEPÇÃO DE EFICÁCIA E SEGURANÇA EM PACIENTES DE UMA CLÍNICA ESPECIALIZADA
(2026-06-18) Laura Perassoli; Joice de Fátima Guerreiro Alvares; João Victor Marques Zoccal
A planta Cannabis sativa possui inúmeras substâncias que podem ser utilizadas para diversos fins, desde a produção de fibras até a fabricação de medicamentos. Os fitocanabinóides mais conhecidos presentes na planta são o CBD (Canabidiol), alvo de inúmeros estudos devido seus efeitos terapêuticos favoráveis a terapias alternativas, e o THC (Delta 9 – tetrahidrocanabinol), conhecido por induzir resultados psicoativos associados ao uso de drogas ilícitas. Porém, juntos,
são responsáveis por diversos efeitos terapêuticos resultantes do chamado efeito Entourage. O incentivo para realização deste trabalho é o crescente interesse pela planta Cannabis sativa e suas substâncias, além dos inúmeros resultados positivos que terapias alternativas baseadas em canabinóides têm mostrado. O presente estudo teve como objetivo realizar uma pesquisa para identificar efeitos positivos e/ou negativos acerca do uso de medicamentos fitocanabinóides,
avaliando possíveis melhorias nos sintomas, seus mecanismos farmacológicos e efeitos adversos associados ao seu uso. Foram entrevistados pacientes da clínica Dra. Carolina Rosa com apoio da Dra. Carolina Rosa dos Santos (RQE.: 125857), no qual recolheu-se dos pacientes dados focados na doença, medicamentos utilizados, se houve ou não melhora dos sintomas e possíveis efeitos colaterais. Também foi feita uma revisão de literatura para entender os
mecanismos básicos dos canabinóides e do corpo humano para justificar os resultados encontrados. Os resultados indicam que o tratamento superou as expectativas iniciais de 38,5% dos pacientes, enquanto 30,8% apontaram que as metas foram atingidas e 30,8% avaliaram que foram moderadamente alcançadas. Nenhum participante considerou o procedimento mal sucedido. No que tange aos efeitos colaterais, foi constatada a ausência de intercorrências em
69,2% dos casos, enquanto os 30,8% restantes manifestaram efeitos de intensidade leve a moderada, sem registros de eventos graves. Conclui-se que tais medicamentos são adequados como terapia alternativa e possuem grande potencial, porém mais estudos são necessários para chegar a uma conclusão certeira e segura.
ANÁLISE COMPARATIVA DO ATENOLOL E O METOPROLOL NO TRATAMENTO DA HIPERTENSÃO ARTERIAL
(2026-06-18) Pedro Henrique Domingos Lungati; Roberto Carlos Grassi Malta
A hipertensão arterial é uma doença crônica com alta prevalência, sendo considerada um dos principais fatores de risco para o desenvolvimento de doenças cardiovasculares, está associada a importantes enfermidades, tais como acidente vascular cerebral, doença renal crônica e doença arterial coronariana. Seu tratamento engloba mudanças no estilo de vida e tratamento farmacológico, neste contexto, os betabloqueadores como o atenolol e o metoprolol são amplamente utilizados na prática clínica. Objetivamos comparar a eficácia do atenolol e do metoprolol no tratamento da hipertensão arterial, visando compreender as diferenças, vantagens e desvantagens de cada medicamento no tratamento de pacientes hipertensos. O presente trabalho trata-se de uma revisão de literatura narrativa, realizada entre outubro de 2025 a maio de 2026, com busca ativa de artigos em plataformas cientificas tais como PuMed e SciELO, foram selecionados artigos que compararam o atenolol e o metoprolol no tratamento da hipertensão arterial. Com base nos resultados obtidos no presente trabalho, o atenolol é mais eficaz que o metoprolol na redução da pressão arterial sistólica, enquanto o metoprolol é mais eficaz na redução da pressão arterial diastólica. O atenolol possui menor penetração no sistema nervoso central, por conta da sua baixa lipossolubilidade, o que causa uma menor ocorrência de efeitos relacionados ao sistema nervoso central, tais como pesadelos e distúrbios do sono. Porém, sua seletividade β1-adrenérgica é dose-dependente, o que aumenta o risco de broncoespasmo e dos outros efeitos adversos durante a utilização de doses elevadas. O metoprolol possui vantagem no controle pressórico por 24 horas, sendo a melhor alternativa para pacientes que necessitam de doses elevadas ou para portadores de diabetes mellitus, porém sua maior lipossolubilidade, favorece a penetração na barreira hematoencefálica, o que aumenta a ocorrência de pesadelos e distúrbios do sono. Conclui-se que ao selecionar um destes medicamentos deve ser considerado além da eficácia do mesmo, o perfil individual do paciente, selecionando um medicamento que será mais benéfico ao paciente em questão.
ANÁLISE DA EFETIVIDADE DA SEMAGLUTIDA ORAL E SUBCUTÂNEA NO TRATAMENTO DA OBESIDADE
(2026-06-18) Augustinho Godim Teixeira Algarve; Roberto Carlos Grassi Malta
A obesidade é um crescente desafio para a saúde pública, estima-se que existem 890 milhões
de pessoas obesas no mundo. Neste contexto, a terapia medicamentosa mostra-se
imprescindível ao combate à obesidade, atuando como adjuvante à estilos de vida saudáveis.
Estudos demonstram que análogos do GLP-1, como a semaglutida, apresentam significativa
eficácia na redução de peso. Objetivamos avaliar a eficácia da semaglutida oral e subcutânea
no tratamento da obesidade. O presente trabalho trata-se de uma revisão de literatura realizada
entre outubro de 2025 a maio de 2026, que contou com busca ativa de artigos nas seguintes
plataformas científicas: PubMed e SciELO. Os critérios de inclusão envolveram artigos
originais que demonstraram em estudos observacionais ou ensaios clínicos a avaliação da
eficácia da semaglutida em sua forma subcutânea e/ou oral no tratamento da obesidade em
adultos. Nos estudos selecionados, no tratamento com a semaglutida oral, foi observado uma
redução média do peso corporal de 6,478%. No tratamento com a semaglutida subcutânea, foi
observado uma redução média do peso corporal de 11,3%. Além disso, foi observado em ambas
as formas que a dose utilizada no tratamento apresenta maior influência na redução do peso do
que a duração da terapia, desde que a duração seja igual ou superior a 20 semanas, que é a
menor duração dos estudos selecionados. Temos como principal limitação no presente estudo
a variação das doses e duração dos tratamentos. Na forma subcutânea as doses de semaglutida
variaram de 0,5mg a 2,4mg e a duração da terapia de 20 semanas a 104 semanas. Na forma de
uso oral as doses de semaglutida variaram de 2,5mg a 50mg e a duração da terapia de 26
semanas a 78 semanas. Demonstrando a necessidade de em estudos futuros realizar
comparações diretas entre as duas formas farmacêuticas. Conclui-se que nos estudos
selecionados, a semaglutida subcutânea foi mais eficaz na redução média do peso corporal do
que a forma de uso oral, o que está relacionado a alta biodisponibilidade da formulação
subcutânea e a baixa biodisponibilidade da formulação oral que é menor que 1% mesmo quando
a semaglutida é coformulada com o agente absorvedor SNAC.
INFLUÊNCIA DAS REDES SOCIAIS NA PERCEPÇÃO DA AUTOIMAGEM E NA BUSCA POR PROCEDIMENTOS ESTÉTICOS
(2026-06-18) YASMYM CAMPOS PINHEIRO; NATÁLIA JULIANA PADUAN
O estudo identifica como a relação da exposição constante da padronização corporal nas redes sociais gera sentimentos de insatisfação impactando na saúde mental dos indivíduos. O crescimento das redes sociais transformou a forma como os indivíduos percebem a própria imagem e constroem seus padrões de beleza, influenciando comportamentos, autoestima e decisões relacionadas à estética. Partindo disso, o presente estudo teve como objetivo analisar a maneira como o uso excessivo das redes sociais pode impactar a autoimagem facial e corporal, estimulando a busca por padrões estéticos idealizados e socialmente valorizados. A pesquisa foi desenvolvida por meio de revisão bibliográfica em bases de dados científicas e pesquisa de campo realizada com aplicação de questionário na plataforma Google Forms, direcionado a indivíduos maiores de 18 anos atendidos em uma clínica estética. Participaram do estudo 100 respondentes, cujos dados foram analisados de forma quantitativa e apresentados por meio de gráficos e tabelas. Os resultados evidenciaram que a exposição frequente a conteúdos estéticos nas redes sociais contribui para processos de comparação social, influência nas decisões de consumo e maior busca por procedimentos estéticos. Observou-se também que grande parte dos participantes reconhece que influenciadores digitais e imagens divulgadas nas plataformas impactam diretamente na percepção do que é considerado belo, podendo gerar insatisfação com a própria aparência e estimular o desejo de mudança corporal. Conclui-se que as redes sociais desempenham papel relevante na construção da autoimagem contemporânea, podendo intensificar pressões estéticas e afetar aspectos psicológicos relacionados à autoestima e à saúde mental.