Navegando por Autor "ALINE ARAUJO DE SOUZA PRADO"
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Item LEVANTAMENTO DOS CASOS DE DENGUE EM VOTUPORANGA: UMA SÉRIE HISTÓRICA(2026-04-13) ALINE ARAUJO DE SOUZA PRADO; DAYANA BARBOSA VIEIRA; MARIA APARECIDA DO CARMO DIASDengue é uma arbovirose que prevalece nas regiões subtropicais e tropicais cuja doença é transmitida por artrópodes hematófagos e que necessitam de um hospedeiro vertebrado para continuar o ciclo infeccioso. Transmitida pelo mosquito Aedes aegypti é uma patologia febril, causada pelo agente etiológico DENV, de sorotipos 1 a 4, que prevalece nos centros urbanos, cujas manifestações clínicas podem ir de assintomáticas até graves. No Brasil, a dengue representa uma doença endêmica, com prevalência de sorotipos distintos em cada momento de pico de casos. O objetivo da pesquisa foi caracterizar os casos de dengue em Votuporanga dos anos de 2021 a 2024, levantar o número de casos, faixa etária, sexo, raça, critério de confirmação, classificação final, evolução, sorotipo e hospitalização. Trata-se de uma pesquisa descritiva, quantitativa e retrospectiva. Os dados foram levantados do DataSUS Tabnet (Informações de saúde e epidemiologia e morbidade, agravos de notificação de 2007 em diante (SINAN) e dengue de 2014 em diante. No período de 2021 a 2024 foram levantadas 25.710 notificações de dengue, sendo 1227 (5%) em 2021, 10476 (41%) em 2022, 1203 (4%) em 2023 e 12804 (50%) em 2024. Quanto a raça 23196 foram brancas, 479 pretas, 82 amarelas, 1894 parda, quatro indígenas e 55 sem informação. Em relação a faixa etária de 1 a 9 anos foram 2086 (9%) notificações, 10 a 14 anos foram 1700 (7%), 15 a 19 anos foram 2026 (8%), 20 a 39 anos foram 9587 (37%), 40 a 59 anos foram 6855 (27%) e maiores de 60 anos foram 3456 (13%). O gênero 11845 (46%) das notificações foram do masculino e 13876 (54 %) foram femininos. Quanto ao critério de confirmação 9993 (39%) foram laboratoriais, 14797 (57%) foram clínico epidemiológico, 920 (4%) os dados estavam em indefinido na ficha. A classificação final foram 24451 (95,1%) dengue clássica, 53 (0,2%) dengues grave e 1206 (4,7%) inconclusivo. Quanto a evolução foram 24722 (96,15%) foram cura, 29 (0,12%) óbitos e 959 (3,73%) ficha em branco. Em relação ao sorotipo 25645 (99,79%) das notificações não foram pesquisados, sendo que 65 (0,25%) das coletas pesquisadas registraram quatro DENV 1 foram quatro casos (6,16%), 60 DENV 3 foram 60 casos (92,3%) e um DENV 2 (1,54%). Quanto a necessidade de hospitalização 608 (2,37%) foram internados e 24992 (97,2%) não houve indicação e 110 (0,43%) a ficha estava em branco. Essa pesquisa permitiu observar uma elevada incompletude dos dados durante o preenchimento das fichas. Recomenda-se realizar capacitação de profissionais para preencher corretamente os instrumentos de notificações. O que tange o perfil dos indivíduos, os mais predispostos ao acometimento pela doença são as mulheres entre 20 e 29 anos, brancas. A alta incidência da patologia revela um alto impacto na saúde pública, com gastos de subsídios e superlotação dos serviços de saúde, além disso, ressalta-se também o desgaste na vida do paciente, considerando os sintomas da doença e possíveis agravos, influenciando diretamente na qualidade de vida. Palavras-chave: dengue. perfil epidemiológico. arbovirose