MICROBIOTA INTESTINAL, DISBIOSE E SAÚDE MENTAL: A CONEXÃO NEUROPSIQUIÁTRICA MEDIADA PELO EIXO INTESTINO-CÉREBRO

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2026-06-22

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Resumo

A microbiota intestinal, composta por trilhões de microrganismos presentes no trato gastrointestinal, exerce papel fundamental na manutenção da homeostase do organismo, incluindo funções metabólicas, imunológicas e neurológicas. Nas últimas décadas, estudos têm demonstrado que o intestino estabelece comunicação bidirecional com o sistema nervoso central por meio do eixo intestino-cérebro, envolvendo vias neurais, hormonais e imunológicas. Nesse contexto, a microbiota intestinal participa da produção e modulação de neurotransmissores, como serotonina, dopamina e ácido gama-aminobutírico (GABA), influenciando diretamente processos relacionados ao humor, comportamento e saúde mental. Alterações na composição da microbiota intestinal, condição denominada disbiose, podem favorecer o aumento da permeabilidade intestinal e desencadear processos inflamatórios sistêmicos capazes de interferir no funcionamento cerebral. Evidências científicas relacionam esse desequilíbrio ao desenvolvimento e agravamento de transtornos neuropsiquiátricos, especialmente ansiedade e depressão. Além disso, fatores como alimentação inadequada, estresse crônico, sedentarismo e uso indiscriminado de antibióticos contribuem para alterações na microbiota intestinal, impactando negativamente a saúde mental. O presente estudo trata-se de uma revisão bibliográfica narrativa, realizada por meio de buscas nas bases de dados PubMed, SciELO, LILACS, ScienceDirect e Google Scholar, utilizando descritores em português e inglês relacionados à microbiota intestinal, saúde mental e eixo intestino-cérebro. Foram incluídos artigos publicados entre 2004 e 2025 que abordassem diretamente a temática proposta. Os estudos analisados demonstram que estratégias voltadas à modulação da microbiota intestinal, como alimentação equilibrada, uso de probióticos, prebióticos e intervenções terapêuticas específicas, apresentam potencial para auxiliar na prevenção e no manejo de transtornos mentais. Dessa forma, conclui-se que a relação entre microbiota intestinal e saúde mental reforça a importância de uma abordagem integrada no cuidado ao paciente, considerando aspectos intestinais, imunológicos e neuropsiquiátricos. Embora esse campo ainda esteja em expansão, as evidências atuais apontam perspectivas promissoras para novas estratégias terapêuticas relacionadas à saúde mental.

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Palavras-chave

Disbiose, Eixo intestino-cérebro, Microbiota intestinal, Probióticos, Saúde mental

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