O PAPEL DA MICROBIOTA INTESTINAL EM DOENÇAS AUTOIMUNES E INFLAMATÓRIAS: REVISÃO BIBLIOGRÁFICA
| dc.contributor.advisor | Renata Pires de Assis | |
| dc.contributor.author | Estela Oliveira Fulioto | |
| dc.date.accessioned | 2026-06-20T01:09:23Z | |
| dc.date.available | 2026-06-20T01:09:23Z | |
| dc.date.issued | 2026-06-12 | |
| dc.description.abstract | O sistema imunológico intestinal desempenha papel fundamental na manutenção da homeostase do organismo, sendo continuamente influenciado pela microbiota intestinal, composta por bactérias, vírus, fungos e outros microrganismos que interagem com o hospedeiro. Evidências científicas sugerem que alterações na composição e funcionalidade da microbiota, denominadas disbiose, podem estar associadas à modulação de mecanismos imunológicos envolvidos no desenvolvimento e progressão de doenças inflamatórias e autoimunes. O presente estudo teve como objetivo analisar a relação entre a microbiota intestinal e a fisiopatologia das doenças autoimunes e inflamatórias, com ênfase nos mecanismos imunológicos e nas perspectivas terapêuticas. Trata-se de uma revisão narrativa da literatura, desenvolvida por meio da análise de artigos científicos, revisões e publicações indexadas em bases de dados como PubMed, SciELO e ferramenta de busca Google Scholar, utilizando descritores relacionados à microbiota intestinal, disbiose, sistema imunológico, doenças autoimunes, inflamação intestinal e imunomodulação, considerando estudos relevantes ao tema publicados em português e inglês. Observou-se que metabólitos microbianos, especialmente os ácidos graxos de cadeia curta (AGCC), com destaque para o butirato, exercem papel relevante na manutenção da integridade da barreira intestinal, na modulação de respostas inflamatórias e na regulação imunológica. Em contrapartida, alterações na diversidade microbiana e na permeabilidade intestinal podem favorecer processos inflamatórios associados à autoimunidade, incluindo condições como Diabetes Mellitus Tipo 1, Esclerose Múltipla, Artrite Reumatoide, Lúpus Eritematoso Sistêmico, Doença Celíaca e doenças inflamatórias intestinais. Além disso, fatores ambientais, como alimentação, uso de antibióticos e condições relacionadas ao estilo de vida, demonstraram potencial influência sobre a composição da microbiota intestinal. Estratégias terapêuticas, incluindo probióticos, prebióticos, simbióticos, transplante de microbiota fecal e dietoterapia, vêm sendo investigadas pelo potencial de modular a microbiota e contribuir para o equilíbrio imunológico. Conclui-se que a microbiota intestinal exerce papel relevante na modulação do sistema imune e representa um importante campo de investigação biomédica, com potencial para subsidiar estratégias preventivas e terapêuticas mais individualizadas no manejo de doenças inflamatórias e autoimunes. | |
| dc.identifier.uri | https://repositorio.unifev.edu.br/handle/123456789/670 | |
| dc.language.iso | pt | |
| dc.subject | microbiota intestinal | |
| dc.subject | doenças autoimunes | |
| dc.subject | inflamação | |
| dc.subject | disbiose | |
| dc.title | O PAPEL DA MICROBIOTA INTESTINAL EM DOENÇAS AUTOIMUNES E INFLAMATÓRIAS: REVISÃO BIBLIOGRÁFICA | |
| dc.type | TCC |