EXAMES DE MAMOGRAFIA REALIZADOS EM VOTUPORANGA: UMA SÉRIE HISTÓRICA

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2026-04-06

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O câncer de mama é uma das maiores preocupações de saúde pública no Brasil e no mundo. Entre as mulheres, é o tipo de câncer mais comum, com taxa ainda ascendente de mortalidade. A mamografia, nesse contexto, se destaca como uma ferramenta essencial, pois permite identificar alterações ainda em estágios iniciais, aumentando significativamente as chances de tratamento e cura. No entanto, embora seu papel seja reconhecido, o acesso a esse exame nem sempre é simples. Barreiras sociais, econômicas e estruturais acabam criando desigualdades, fazendo com que muitas mulheres tenham dificuldade em realizar o rastreamento. Para minimizar esse agravo é necessário que o enfermeiro realize campanhas educativas que falem com empatia e clareza e que incentivem o autocuidado. O objetivo foi analisar as mamografias realizadas no município de Votuporanga nos anos de 2021 a 2024, levantar o número de mamografias, faixa etária, sexo, raça, indicação clínica, tamanho do nódulo, mamografia anterior, periodicidade, presença de linfonodos axilares, BI-RADS. Trata-se de uma pesquisa descritiva, retrospectiva e quantitativa. Os dados foram levantados do DataSUS Tabnet (Informações de saúde, epidemiologia e morbidade, SISCAN, mamografia por local de residência e estado de São Paulo), no período de 2021, 2022, 2023 e 2024. Ocorreram nesse período em Votuporanga 11.172 mamografias sendo 4597 (58%) em 2021, 1572 (10%) em 2022, 3601 (23%) em 2023 e 1402 (9%) em 2024. Em relação ao gênero as mulheres realizaram 11.151 mamografias contra 21 homens. Quanto a faixa etária 0 a 19 anos foram 07 mamografias, 20 a 39 anos foram 86, de 40 a 59 anos foram 7221 exames e maiores de 60 anos foram 3858. A raça 8919 (80%) eram brancos, 370 (3%) eram pretos, 1028 (9%) eram amarelos, 568 (5%) eram pardos e 287 (3%) eram sem informação sobre a cor da pele. Em relação a realização de mamografias anteriores 9476 (85%) fizeram e 1696 (15%) nunca tinham feito. Quanto a presença e o tamanho do nódulo somente 800 mamografias tinham essa referência, menor ou igual 10 mm foram 262 (32.7%) mamografias, 11 a 20 mm foram 420 (52,5%), 21 a 50 mm foram 117 (14,6%) e > 50 mm foi uma (0,2%) mamografia. Em relação a indicação clínica 534 (5%) foram com finalidade diagnóstica e 10.638 (95%) foram para rastreamento. O resultado em BI-RADS foram classificação como zero 759 mamografias, classificação 1 foram 1754, classificação 2 foram 8201, classificação 3 foram 280, classificação 4 foram 137, classificação 5 foram 35 e classificação 6 foram seis mamografias. Diante dos dados analisados, conclui-se que o câncer de mama é um problema de saúde pública que exige atenção constante, planejamento estratégico e investimento contínuo. O estudo permitiu alcançar os objetivos propostos, contribuindo para a compreensão mais aprofundada da temática e reforçando a necessidade de medidas que ampliem o acesso, o conhecimento e a equidade nos serviços destinados à saúde da mulher. Os achados quanto mais precoce aumentam a chance de cura ou minimizam as incidências das metástases.

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Palavras-chave

mamografia, rastreamento, saúde da mulher.

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