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Navegando por Autor "PAULO EDUARDO PEREIRA DE SOUSA"

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    ANÁLISE PARASITOLÓGICA DE ALFACE (Lactuca sativa) COMERCIALIZADA EM SUPERMERCADOS E AVALIAÇÃO DA EFICÁCIA DE DIFERENTES MÉTODOS DE HIGIENIZAÇÃO
    (2026-06-22) MARCOS VINÍCIUS VILAR ALVES; PAULO EDUARDO PEREIRA DE SOUSA; MARIA LAIS DEVOLIO DE ALMEIDA
    A alface (Lactuca sativa) é uma das hortaliças folhosas mais consumidas no Brasil, especialmente crua. Isso a torna um veículo potencial para estruturas parasitárias quando não é produzida, manipulada ou higienizada corretamente. A presença de ovos, larvas e cistos de parasitas intestinais pode causar um grande risco à saúde pública, pois pode levar ao aumento de casos de enteroparasitoses na população. Neste contexto, o objetivo deste estudo foi avaliar a presença de estruturas parasitárias em dez amostras de Lactuca sativa comercializadas em supermercados do Município de Riolândia-SP. Além disso, buscou-se analisar a eficácia de diversos métodos de higienização na remoção dessas estruturas. Trata-se de um estudo experimental, descritivo-comparativo, realizado em laboratório, no qual dez amostras de alface adquiridas aleatoriamente em supermercados foram analisadas. As amostras foram submetidas ao método de sedimentação espontânea de Hoffman, Pons e Janer, seguido de análise microscópica. Para avaliar a redução parasitária, as amostras positivas foram divididas e submetidas a vinagre de álcool, hipoclorito de sódio e grupo controle. A análise dos dados foi realizada de maneira qualitativa, levando em conta a presença ou ausência de estruturas parasitárias. Houve positividade em 70% das amostras analisadas. No total, foram identificados onze achados parasitológicos: Balantidium coli foi o mais frequente, com sete ocorrências (63,64%), seguido de Entamoeba coli, com duas ocorrências (18,18%), larvas de Strongyloides stercoralis, com uma ocorrência (9,09%), e ovos de trematódeos, também com uma ocorrência (9,09%). Com relação aos métodos de controle, o hipoclorito de sódio foi totalmente eficaz. Já o vinagre não eliminou as estruturas parasitárias. Os achados evidenciam elevada contaminação parasitária em alfaces comercializadas no município estudado, destacando a presença enteroparasitos de importância sanitária. A elevada frequência de Balantidium coli, associada à detecção de outras estruturas parasitárias, reforça a possibilidade de contaminação fecal e ambiental ao longo da cadeia produtiva, evidenciando a necessidade de medidas rigorosas de higienização e controle sanitário para redução dos riscos à saúde pública.

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