A COMPARAÇÃO SOCIAL EXCESSIVA COMO FATOR DE RISCO Á SAÚDE MENTAL DE JOVENS E ADULTOS

Resumo

O presente artigo analisou a comparação social nas redes digitais como fator de risco à saúde mental, considerando o impacto do uso excessivo das plataformas na construção da autoimagem e do autoconceito. O objetivo consistiu em descrever, com base em revisão narrativa de literatura científica, como a comparação social excessiva tem sido compreendida pela Psicologia contemporânea. A justificativa decorreu do aumento expressivo de quadros ansiosos, depressivos e de insatisfação corporal associados à busca por validação virtual. A metodologia adotada foi qualitativa, sustentada na análise de livros, artigos e dissertações publicadas entre 2018 e 2024, extraídos das bases SciELO, PePSIC, BVS e Google Scholar. Os resultados indicaram que a exposição prolongada a padrões idealizados de beleza e sucesso intensifica sentimentos de inadequação e reduz a autoestima, especialmente entre jovens e mulheres. Observou-se ainda que a cultura da performance e da visibilidade social reforça o perfeccionismo e a dependência emocional da aprovação externa. Concluiu-se que a comparação social excessiva compromete o equilíbrio psíquico e as relações interpessoais, exigindo estratégias de enfrentamento que valorizem a autenticidade, a autocompaixão e o uso consciente das redes.

Descrição

Palavras-chave

comparação social, saúde mental, redes digitais, perfeccionismo, autoimagem.

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