O IMPACTO DA VIOLÊNCIA OBSTÉTRICA NA SAÚDE MATERNA: O PAPEL DA ENFERMAGEM NA PREVENÇÃO E INTERVENÇÃO.
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Data
2026-05-16
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Resumo
A violência obstétrica caracteriza-se como um conjunto de práticas desrespeitosas, abusivas ou
negligentes cometidas contra a mulher durante o ciclo gravídico-puerperal, configurando-se
como uma violação dos direitos humanos e um problema de saúde pública. Essas práticas
incluem intervenções desnecessárias, ausência de consentimento informado, violência verbal,
psicológica e física, além da restrição do acompanhante, impactando negativamente a saúde
materna. Estudos demonstram que a exposição à violência obstétrica pode desencadear
complicações físicas, aumento do risco de morbidade materna, sofrimento emocional,
depressão pós-parto e transtorno de estresse pós-traumático. A Organização Mundial da Saúde
reforça que o cuidado respeitoso durante o parto é fundamental para garantir desfechos
maternos positivos e uma experiência segura e digna. Nesse contexto, a enfermagem
desempenha papel essencial na promoção da assistência humanizada, na defesa da autonomia
feminina e na implementação de práticas baseadas em evidências científicas, conforme
preconizado pelas Diretrizes Nacionais de Assistência ao Parto Normal. Assim, este estudo tem
como objetivo analisar o impacto da violência obstétrica na saúde materna, destacando o papel
da enfermagem na prevenção e intervenção dessas situações por meio de uma revisão de
literatura.
Descrição
Palavras-chave
Violência obstétrica, Saúde materna, Enfermagem, Humanização do parto, Direitos da mulher.