Trabalhos de Conclusão de Curso

Enfermagem

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    O IMPACTO DA VIOLÊNCIA OBSTÉTRICA NA SAÚDE MATERNA: O PAPEL DA ENFERMAGEM NA PREVENÇÃO E INTERVENÇÃO.
    (2026-05-16) BEATRIZ GABRIELE HILÁRIO GALLO; BIANCA VITÓRIA GARCIA TOMÉ; RODRIGO SOARES RIBEIRO
    A violência obstétrica caracteriza-se como um conjunto de práticas desrespeitosas, abusivas ou negligentes cometidas contra a mulher durante o ciclo gravídico-puerperal, configurando-se como uma violação dos direitos humanos e um problema de saúde pública. Essas práticas incluem intervenções desnecessárias, ausência de consentimento informado, violência verbal, psicológica e física, além da restrição do acompanhante, impactando negativamente a saúde materna. Estudos demonstram que a exposição à violência obstétrica pode desencadear complicações físicas, aumento do risco de morbidade materna, sofrimento emocional, depressão pós-parto e transtorno de estresse pós-traumático. A Organização Mundial da Saúde reforça que o cuidado respeitoso durante o parto é fundamental para garantir desfechos maternos positivos e uma experiência segura e digna. Nesse contexto, a enfermagem desempenha papel essencial na promoção da assistência humanizada, na defesa da autonomia feminina e na implementação de práticas baseadas em evidências científicas, conforme preconizado pelas Diretrizes Nacionais de Assistência ao Parto Normal. Assim, este estudo tem como objetivo analisar o impacto da violência obstétrica na saúde materna, destacando o papel da enfermagem na prevenção e intervenção dessas situações por meio de uma revisão de literatura.
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    AMAMENTAÇÃO NA TEORIA E NA PRÁTICA: UMA ANÁLISE DOS FATORES QUE DIFICULTAM A ADESÃO AO ALEITAMENTO EXCLUSIVO E O PAPEL DA ENFERMAGEM NO PROCESSO
    (2026-05-16) JULIENNE TEIXEIRA NEGRI; LAISSE DOS SANTOS MARTINS; RODRIGO SOARES RIBEIRO
    O aleitamento materno exclusivo nos primeiros seis meses de vida é amplamente reconhecido como essencial para o desenvolvimento saudável do bebê e para o fortalecimento do vínculo mãe- filho. No entanto, diversas barreiras podem comprometer sua manutenção, como a falta de informações adequadas, o retorno precoce ao trabalho e a insegurança materna. O objetivo deste estudo foi identificar, por meio de revisão de literatura, os principais desafios enfrentados pelas mães durante o período de amamentação e analisar as estratégias utilizadas pela equipe de enfermagem para a promoção e incentivo do aleitamento materno exclusivo. Trata-se de uma pesquisa bibliográfica de abordagem qualitativa e exploratória, baseada em artigos científicos atuais. A pergunta norteadora do estudo foi: “Quais são as principais dificuldades relatadas pelas mães e de que forma a equipe de enfermagem pode atuar para apoiar e fortalecer a prática do aleitamento materno exclusivo?”. Os resultados evidenciam que a atuação da enfermagem é determinante, tanto no fornecimento de informações e orientações individualizadas, quanto no apoio emocional, desenvolvimento de estratégias educativas e estímulo à confiança materna. Conclui-se que a assistência de enfermagem qualificada e humanizada contribui significativamente para a adesão e manutenção do aleitamento materno exclusivo, favorecendo a saúde e o bem-estar do binômio mãe-bebê.
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    A ENFERMAGEM COMO PROTAGONISTA NA PROMOÇÃO DO PARTO HUMANIZADO
    (2026-05-16) LARYSSA GUTIERRE DALECIO; MARIA CLARA SILVA ROCHA; RODRIGO SOARES RIBEIRO
    O parto humanizado constitui uma abordagem fundamental na assistência obstétrica contemporânea, ao valorizar o respeito à fisiologia do parto normal, à autonomia da mulher e à utilização de práticas baseadas em evidências científicas. O presente estudo tem como objetivo analisar a importância da atuação da enfermagem na assistência ao parto normal humanizado, abordando aspectos relacionados à gestação, à evolução histórica do parto, ao plano de parto e à utilização de estratégias não farmacológicas no trabalho de parto. Trata-se de uma pesquisa bibliográfica, de abordagem qualitativa, desenvolvida a partir da análise de artigos científicos publicados entre os anos de 2021 e 2026, disponíveis em bases de dados como SciELO, Biblioteca Virtual em Saúde, Google Acadêmico e PubMed. Os resultados evidenciam que o modelo de parto humanizado contribui para a redução de intervenções desnecessárias, para o fortalecimento do protagonismo feminino e para uma vivência mais positiva do parto normal. Destaca-se, ainda, o papel essencial da enfermagem no acolhimento, na educação em saúde, no apoio emocional e na aplicação de métodos não farmacológicos para alívio da dor, promovendo um cuidado integral, seguro e centrado na mulher. Conclui-se que a enfermagem é indispensável para a consolidação do parto normal humanizado, garantindo uma assistência ética, humanizada e alinhada aos direitos da mulher.
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    COLOSTROTERAPIA E O PAPEL DO ENFERMEIRO
    (2026-05-18) BIANCA DE OLIVEIRA FREIRE; PRISCILAAPARECIDA BASILIO DOS SANTOS; RODRIGO SOARES RIBEIRO
    O enfermeiro desempenha um papel crucial na colostroterapia no neonato. O conhecimento prático e teórico, associado a humanização, é indispensável visto que a UTI Neonatal trata-se de um ambiente complexo e de imensa vulnerabilidade da mãe onde ocorre uma mistura de amor e medo constantemente. Portanto, é de extrema importância a participação ativa do enfermeiro treinado, atento e dedicado para realizar tal procedimento. O objetivo do trabalho foi demonstrar através de uma revisão de literatura, a importância da colostroterapia em uma unidade de uti neonatal, seus benefícios e efeitos adversos quando não realizada de maneira adequada e a importância do papel do enfermeiro sabendo, que ele é o elo mais próximo entre a mãe nutriz e o neonato. Estudos mostram as particularidades do neonato prematuro como a imaturidade imunológica, que aumenta a chance de infecções neste período. Daí, a importância do enfermeiro estimular e aplicar a colostroterapia que consiste na exposição da mucosa da boca do bebê a pequenas quantidades de colostro cru ordenhado da nutriz. Este processo não tem objetivo nutricional, ou seja, de alimentar o bebê, mas de possibilitar o contato com essa substância tão rica e tão importante possibilitando não só a absorção de fatores de proteção da mucosa e de estímulo do sistema imunológico do neonato.
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    A ATUAÇÃO DO ENFERMEIRO NA PROMOÇÃO DA SAÚDE MENTAL DE ADOLESCENTES EM ESCOLAS PÚBLICAS: UMA REVISÃO DE LITERATURA
    (2026-05-30) MARIELE FERNANDA PEDRO; ANGELICA MARIA JABUR BIMBATO
    A adolescência constitui uma fase marcada por intensas transformações físicas, emocionais e sociais, que podem tornar os indivíduos mais vulneráveis a situações de sofrimento psíquico. Nesse contexto, a escola configura-se como espaço estratégico para o desenvolvimento de ações de promoção da saúde mental, possibilitando intervenções precoces e contínuas. O presente estudo tem como objetivo analisar a atuação do enfermeiro na promoção da saúde mental de adolescentes em escolas públicas. Trata-se de uma pesquisa de natureza bibliográfica, com abordagem qualitativa e caráter descritivo, desenvolvida por meio da análise de produções científicas relacionadas à temática. Os resultados evidenciam que o enfermeiro desempenha papel fundamental na identificação de fatores de risco, no acolhimento, na escuta qualificada e na implementação de ações educativas voltadas ao fortalecimento emocional dos adolescentes. Destaca-se, ainda, a importância da articulação entre escola, família e serviços de saúde como estratégia para construção de ambientes mais saudáveis e preventivos. Conclui-se que a inserção da enfermagem no contexto escolar contribui significativamente para a promoção do bem-estar psicológico, prevenção de agravos mentais e desenvolvimento integral dos adolescentes, reforçando a necessidade de práticas interdisciplinares e políticas públicas voltadas à saúde mental nessa população.
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    IMPORTÂNCIA DA VACINAÇÃO MATERNO-FETAL: UMA REVISÃO DE LITERATURA
    (2026-05-06) DAHIANI CRITINA DA SILVA INNAMORATO; RAFAEL MONTALVAO SANTOS; ANGELICA MARIA JABUR BIMBATO
    A vacinação durante a gestação é reconhecida como uma importante estratégia de promoção e prevenção em saúde, com benefícios significativos para a mãe e o feto. Este trabalho tem como objetivo analisar os benefícios da vacinação materno-fetal, com ênfase na atuação da enfermagem, por meio de uma revisão de literatura. Trata-se de um estudo de abordagem qualitativa, desenvolvido a partir da análise de artigos científicos, manuais do Ministério da Saúde e publicações de organizações nacionais e internacionais, disponíveis nas bases de dados SciELO, e google acadêmico. Os achados evidenciam que a imunização materna é segura e eficaz, contribuindo para a proteção da gestante contra doenças infecciosas e para a imunização passiva do recém-nascido, por meio da transferência transplacentária de anticorpos. Destacam-se benefícios como a redução de complicações gestacionais, internações neonatais e mortalidade infantil. Ressalta-se o papel fundamental do enfermeiro no pré-natal, atuando na orientação, educação em saúde, administração de vacinas e incentivo à adesão ao calendário vacinal. Conclui-se que a vacinação materno-fetal representa uma intervenção essencial no cuidado pré-natal, sendo indispensável a atuação qualificada da enfermagem para a promoção da saúde materno-infantil.
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    PERFIL EPIDEMIOLÓGICO DAS INTERNAÇÕES POR NEOPLASIAS EM VOTUPORANGA/SP
    (2026-05-19) ABIGAIL SHIRLEI DANTAS BOTELHO; BÁRBARA MARIOTTO CINTRA DOS SANTOS; ANGELICA MARIA JABUR BIMBATO
    As neoplasias representam um importante desafio para a saúde pública devido à elevada incidência, aos custos assistenciais e ao impacto na morbimortalidade. Este estudo teve como objetivo descrever o perfil epidemiológico das internações por neoplasias no município de Votuporanga SP, no período de 2021 a 2024, utilizando dados da base SIH/SUS disponibilizados pelo DATASUS. Trata-se de uma pesquisa descritiva, quantitativa e retrospectiva, que analisou variáveis sociodemográficas, tipos de neoplasias e desfechos clínicos. Foram identificadas 348 internações, com crescimento progressivo ao longo dos anos analisados. As neoplasias benignas corresponderam à maioria dos registros (73,6%), enquanto as malignas representaram 26,4% dos casos. Houve predominância de internados do sexo masculino entre os casos malignos e maior concentração na faixa etária de 60 anos ou mais. O sistema digestório foi o mais acometido entre as neoplasias malignas, além de concentrar a maior parte dos óbitos (58%). No total, registraram se 26 óbitos por neoplasias malignas, principalmente entre homens e idosos. Os resultados apontam para a necessidade de fortalecimento da rede de atenção oncológica local, com ênfase em estratégias de prevenção, diagnóstico precoce, cuidado integral e organização dos serviços especializados. O estudo contribui para o planejamento em saúde e para o aprimoramento das políticas públicas voltadas à oncologia no município.
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    GESTÃO DE CONFLITOS NA ENFERMAGEM: A ATUAÇÃO ESTRATÉGICA DO ENFERMEIRO LÍDER NO CLIMA ORGANIZACIONAL
    (2026-04-27) CASSIA SOUSA RODRIGUES; SIMONE FERREIRA DA SILVA; CLAUDIA CRISTINA COSTA CANELA
    A gestão de conflitos no ambiente hospitalar representa um desafio constante para os profissionais de saúde, especialmente para o enfermeiro em posição de liderança. Diante da complexidade das relações interpessoais, da sobrecarga de trabalho e das divergências entre membros da equipe, torna-se essencial a atuação do enfermeiro como mediador estratégico para promover um ambiente colaborativo e seguro. Este estudo tem como objetivo analisar, por meio de uma revisão integrativa da literatura, como a liderança do enfermeiro contribui para a mediação de conflitos e a melhoria do clima organizacional. Foram utilizados artigos publicados entre os anos de 2021 e 2025, nas bases de dados SciELO, LILACS, BDENF, BVS e CAPES. Os descritores utilizados foram: “liderança em enfermagem”, “mediação de conflitos”, “gestão hospitalar”, “clima organizacional” e “enfermagem gerencial”. Foram selecionados 22 artigos que atendiam aos critérios de inclusão, com foco na atuação do enfermeiro líder frente aos conflitos. Os resultados evidenciaram que competências como comunicação eficaz, escuta ativa, empatia, inteligência emocional e liderança transformacional são fundamentais para o enfrentamento de conflitos. A aplicação da prática baseada em evidências e o uso de estratégias participativas demonstraram impacto positivo na coesão das equipes, redução de erros e melhoria da qualidade assistencial. Conclui-se que o enfermeiro líder, quando preparado e capacitado, tem papel fundamental na transformação de conflitos em oportunidades de crescimento. Sua atuação estratégica fortalece o clima organizacional, favorece a segurança do paciente e contribui para um ambiente de trabalho mais saudável e colaborativo.
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    UMA ANÁLISE QUANTI-QUALITATIVA DE UM RELATO DE EXPERIÊNCIA DAS OCORRÊNCIAS EM EMERGÊNCIAS PSIQUIÁTRICAS EM ADULTOS NO SERVIÇO PRÉ-HOSPITALAR MÓVEL DE UM MUNICÍPIO DO NOROESTE PAULISTA
    (2025-06-05) AMANDA SILVERIO PAIS; JOÃO LUCAS PARRO; Dr. Reinaldo Antônio de Carvalho.
    O atendimento a pacientes em crise psiquiátrica no âmbito pré-hospitalar de urgência e emergência tem se mostrado um dos grandes desafios para os profissionais de saúde, o reconhecimento dos indicadores de atendimento psiquiátrico e fatores decisivos para uma assistência segura e eficaz se torna essencial para melhor manejo do paciente. O presente estudo tem como objetivo reconhecer a compreensão da equipe de enfermagem do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência quanto ao atendimento de pacientes em situação de emergência psiquiátrica, analisar os tipos mais frequentes de ocorrências de transtornos mentais e discutir as estratégias utilizadas na abordagem ao paciente em situação de crise, evidenciando os obstáculos enfrentados e as práticas do cotidiano no serviço. Para tanto, foi adotada uma abordagem metodológica quantitativa e qualitativa baseada em um relato de experiência. A pesquisa foi realizada com aplicação de entrevistas aos profissionais de enfermagem atuantes no SAMU de Votuporanga/SP, tendo seus resultados transcritos e avaliados para o estudo. Com base na análise dos dados obtidos, buscou-se identificar a assistência de enfermagem, as principais dificuldades e limitações no atendimento psiquiátrico de emergência, assim como o conhecimento sobre protocolos institucionais e a oferta de treinamentos na área de saúde mental. Os resultados indicaram que, apesar de os profissionais apresentarem conhecimento sobre os transtornos mentais, há uma insustentabilidade sobre o que caracteriza uma emergência psiquiátrica, especialmente pelos profissionais de nível médio, e a imprecisão sobre a existência de protocolos institucionais direcionados a esses casos. Constatou-se ainda, a necessidade de treinamentos com cronograma bem definido voltados à saúde mental. Desse modo, identifica- se que a capacitação contínua e a implementação de protocolos específicos são fundamentais para melhorar a assistência prestada em emergências psiquiátricas pela equipe de enfermagem, principalmente por serem profissionais generalistas, garantindo um atendimento mais seguro e qualificado.
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    ATUAÇÃO DO ENFERMEIRO NO TRANSTORNO DE ANSIEDADE NA UNIDADE DE PRONTO ATENDIMENTO: REVISÃO INTEGRATIVA
    (2025-06-05) ANA PAULA DA SILVA ROCHA; ROSILANE SANTOS SILVA; DR Reinaldo Antônio De Carvalho
    O transtorno de ansiedade representa uma condição de saúde mental com alta prevalência, caracterizada por sentimentos persistentes de medo, angústia e preocupação excessiva, que frequentemente levam os indivíduos a procurarem atendimento emergencial. Diante disso, a atuação do enfermeiro nas Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) é essencial para o reconhecimento precoce dos sintomas, acolhimento adequado e promoção de intervenções humanizadas. A presente revisão integrativa teve como finalidade analisar as práticas da enfermagem frente ao cuidado de pacientes com transtorno de ansiedade na urgência e emergência. A metodologia seguiu as etapas propostas por Mendes, Silveira e Galvão (2008), com busca de artigos nas bases BVS, LILACS, BDENF e MEDLINE, no período de 2018 a 2024. Foram incluídos estudos que abordassem a assistência de enfermagem ao paciente com ansiedade em serviços de emergência. Os resultados evidenciam que a capacitação dos profissionais, a existência de protocolos específicos, a escuta qualificada e o acolhimento humanizado são fundamentais para o manejo eficaz desses pacientes. Conclui-se que há necessidade de fortalecer a formação e qualificação contínua da equipe de enfermagem, bem como implementar diretrizes que auxiliem no atendimento seguro e empático aos indivíduos com transtornos de ansiedade na UPA.
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    CUIDADOS PALIATIVOS: ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM NO CUIDADO DA CRIANÇA COM CÂNCER
    (2025-06-03) GABRIELLY NOGUEIRA MORELI; JAÍNE CASSIA RIBEIRO CORREIA; Sonia Maria Carneiro de Morais Franco
    O câncer pediátrico, embora raro, tem ganhado destaque, especialmente nos casos em estágio paliativo. Esse cenário exige cuidados específicos que vão além do tratamento da doença, abrangendo o bem-estar físico, emocional, social e espiritual da criança e de seus familiares. Os cuidados paliativos visam promover dignidade, conforto e apoio psicológico, não apenas ao paciente, mas também à família. A atuação da enfermagem é fundamental nesse processo, sendo responsável por oferecer assistência integral desde o diagnóstico até o fim da vida. No entanto, esses profissionais enfrentam desafios emocionais significativos e precisam de capacitação e suporte contínuos. A origem dos cuidados paliativos remonta à década de 1960, com Cicely Saunders, e sua aplicação no Brasil vem se expandindo diante das necessidades emergentes na oncologia pediátrica. Este estudo tem como objetivo geral analisar o papel do enfermeiro nos cuidados paliativos oferecidos a crianças com câncer, por meio de uma revisão da literatura. Entre os objetivos específicos, busca-se conceituar os cuidados paliativos, descrever o câncer infantil e compreender a atuação da enfermagem nesse contexto.
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    TOXOPLASMOSE NA GESTAÇÃO: UM DESAFIO À SAÚDE PÚBLICA
    (2025-05-31) ELOIZA NEVES ZANOLO; MILLENA APARECIDA GUILHERME; RODRIGO SOARES RIBEIRO
    Essa pesquisa, objetivou-se levantar o número de casos de Toxoplasmose em gestantes a nível municipal; discutir sobre faixa etária, raça, classificação e evolução. Trata-se de uma pesquisa descritiva, quantitativa e retrospectiva no período de 2020 a 2024. Os dados foram levantados do Datasus Tabnet (Toxoplasmose Gestacional - Notificações registradas no Sistema de Informação de Agravos de Notificação - Brasil). Não sendo, portanto, necessário a liberação do Comitê de Ética em Pesquisa por serem dados disponíveis a qualquer interessado. Ocorreram 74 casos em todo o município de Votuporanga, no período de 2020 à 2024, sendo 5 casos em 2020, 20 casos em 2021, 12 casos em 2022, 25 casos em 2023 e 12 casos em 2024. Em relação à faixa etária de 15 a 19 anos ocorreram 7 casos, sendo 9,46%; de 20 a 39 anos, foram registrados 67 casos, sendo 90,54%. Em relação à raça, 49 (66,23%) eram brancas, 4 (5,4%) eram pretas e 21 (28,37%) eram pardas. Em relação à classificação, 72 (97,3%) casos foram confirmados. Em relação à evolução dos casos, 72 (97,3%) evoluíram para cura. Conclui-se que a crescente dos casos, vem apresentando redução gradativa. Esse estudo pode contribuir com os profissionais que atuam no pré-natal a fim de fortalecer as práticas de detecção, tratamento e principalmente, a educação em saúde como prevenção.
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    DESAFIOS E ESTRATÉGIAS NA ATUAÇÃO DO ENFERMEIRO À PACIENTES EM PROCESSO ATIVO DE MORTE
    (2025-05-31) DANIELE DE OLIVEIRA SANCHES ALMENDOAS; MARIA TEREZA MEIRA TEIXEIRA; RODRIGO SOARES RIBEIRO
    A morte, embora inevitável, ainda é um tema cercado por tabus, tanto na sociedade quanto nos serviços de saúde. Para os profissionais de enfermagem, estar diante da finitude humana é uma realidade cotidiana que exige não apenas domínio técnico, mas também sensibilidade, escuta e equilíbrio emocional. Este estudo teve como objetivo verificar os principais desafios encontrados por enfermeiros na assistência a pacientes em processo ativo de morte, assim como identificar estratégias que possibilitem uma atuação mais humanizada e centrada na dignidade do paciente. Trata-se de uma pesquisa bibliográfica, com abordagem qualitativa e descritiva, baseada em fontes científicas atualizadas sobre cuidados paliativos e atuação da enfermagem diante da terminalidade da vida. Os achados revelam que, diante da complexidade do cuidado ao paciente em processo ativo de morte, o enfermeiro precisa lidar com obstáculos que vão desde a ausência de preparo específico e suporte institucional até conflitos éticos e emocionais. A comunicação eficaz, o manejo da dor total, o respeito às decisões do paciente e o acolhimento da família - inclusive no momento pós-morte - são aspectos centrais de uma assistência que visa mais do que prolongar a vida: visa promover conforto, alívio e sentido até o fim. A Teoria do Conforto de Kolcaba é destacada como um alicerce importante para o cuidado de enfermagem nesse contexto, ao propor intervenções que atendam às necessidades físicas, emocionais, sociais e espirituais do paciente. Estratégias como a escuta ativa, a presença acolhedora e o trabalho em equipe interdisciplinar mostram-se fundamentais para garantir que o cuidado ultrapasse as barreiras do tecnicismo e alcance a integralidade. Além disso, o estudo evidencia a urgência de incorporar os cuidados paliativos à formação dos profissionais de saúde e reforça a importância da Política Nacional de Cuidados Paliativos como instrumento para garantir acesso, qualidade e equidade na assistência ao fim da vida. Conclui-se que o enfermeiro é fundamental no cuidado ao paciente em processo ativo de morte, que vai muito além de procedimentos: trata-se de uma presença cuidadora, capaz de reconhecer a singularidade de cada trajetória e de oferecer, com ética e compaixão, um cuidado que respeita o tempo, os limites e os desejos do ser humano que está partindo.
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    INCIDÊNCIA DE GESTANTES COM SÍFILIS NO MUNICÍPIO DE VOTUPORANGA-SP
    (2025-05-31) IZABELA FREIRE BERTELLI; IRANILMA IASMIN DOS SANTOS; RODRIGO SOARES RIBEIRO
    A sífilis gestacional é um problema grave em saúde pública devido ao risco de transmissão vertical e às complicações materno-fetais associadas. Este estudo investigou a incidência de sífilis em gestantes no município de Votuporanga-SP entre 2019 e 2023, analisando os casos notificados no Sistema de Informação de Agravos de Notificação (SINAN). Foram examinadas variáveis como idade, escolaridade, raça e classificação clínica da infecção. Os resultados indicam que a maioria dos casos ocorreu entre gestantes com ensino médio completo, seguido por aquelas com ensino fundamental completo e médio incompleto. A análise por faixa etária revelou uma predominância de casos entre mulheres de 20 a 39 anos. A classificação clínica mostrou um predomínio de casos na fase primária, com um número significativo de diagnósticos nas fases terciária e latente. A distribuição dos casos ao longo dos anos evidenciou um pico em 2021, seguido de uma redução em 2023. A análise por raça indicou uma maior incidência entre mulheres brancas e pardas. Este estudo destaca a importância de estratégias contínuas de educação, ampliação do acesso à testagem no pré- natal e tratamento oportuno com penicilina para reduzir a transmissão vertical da sífilis. Além disso, políticas voltadas à equidade racial e social devem ser incorporadas às ações de saúde pública para garantir que todas as gestantes tenham acesso ao diagnóstico e ao tratamento adequados.
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    INTERVENÇÃO DO ENFERMEIRO NA PREVENÇÃO, CUIDADO E REABILITAÇÃO DO PACIENTE VÍTIMA DE ACIDENTE VASCULAR CEREBRAL: REVISÃO BIBLIOGRÁFICA SOBRE PRÁTICAS E POLÍTICAS DE SAÚDE PÚBLICA
    (2025-05-24) KAILANE DE OLIVEIRA ALVES; LAIS STEFANI DE OLIVEIRA MASSULO; ANGELICA MARIA JABUR BIMBATO
    Introdução: Acidente Vascular Cerebral (AVC) é caracterizado por danos neurológicos que afetam o tecido cerebral, podendo causar sequelas irreversíveis e até óbito. Aproximadamente 13% dos AVCs são causados por hemorragia intracraniana (7%) e hemorragia subaracnóidea (8%). A hemorragia intracerebral primária, decorrente da ruptura espontânea de pequenos vasos, é responsável por cerca de 80% dos casos de AVC hemorrágico, sendo causada principalmente por hipertensão arterial não controlada. A hemorragia subaracnóidea resulta da ruptura de um aneurisma intracraniano em aproximadamente metade dos casos. O AVC isquêmico consiste na perda súbita da função cerebral em consequência da interrupção de irrigação sanguínea para uma parte do cérebro. O AVC é uma lesão do neurônio motor superior, que resulta em perda do controle voluntário sobre os movimentos motores. Em geral, os AVCs são classificados como hemorrágicos (15%) ou isquêmicos (85%). A fim de reduzir a ocorrência de AVCs são essenciais medidas preventivas e tratamentos disponíveis. A disseminação desse conhecimento de maneira eficaz pode ser alcançada por meio de políticas públicas de saúde. Este estudo tem como objetivo reconhecer a relevância do profissional de enfermagem no cuidado de pacientes acometidos por AVC, além de identificar a importância do papel da enfermagem na promoção da educação em saúde e na abordagem dos fatores de risco relacionados ao AVC. A atuação do enfermeiro inclui orientar o paciente sobre autocuidados, incentivar o reinício do autocuidado assim que possível e fornecer dispositivos auxiliares, quando indicado. Conclui-se que a intervenção do enfermeiro é crucial em todas as etapas do cuidado ao paciente vítima de AVC, desde a prevenção até a reabilitação. A manutenção de consultas de acompanhamento com os profissionais de saúde contribui não só para a qualidade de vida dos pacientes, mas também para a redução das taxas de mortalidade associadas a essa condição.
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    ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM AO PACIENTE PORTADOR DE HIPERTENSÃO ARTERIAL SISTÊMICA NA ATENÇÃO PRIMÁRIA
    (2025-05-26) GABRIELY CRISTINY SOARES NABARRO; MARIA EDUARDA MENEGON; ANGELICA MARIA JABUR BIMBATO
    A Hipertensão Arterial Sistêmica (HAS) configura-se como um dos principais desafios de saúdepública, afetando tanto o Brasil quanto o cenário global. Trata-se de um dos mais relevantes fatores de risco para o infarto agudo do miocárdio (IAM), insuficiência cardíaca, acidente vascular cerebral (AVC), doença renal crônica (DRC) e mortalidade precoce. De acordo com as Diretrizes Brasileiras de Hipertensão Arterial de 2020, são considerados hipertensos os indivíduos que apresentam pressão arterial igual ou superior a 140 x 90 mmHg. Este estudo tem como finalidade analisar a assistência de enfermagem prestada a pacientes hipertensos no âmbito da atenção primária à saúde. A atuação do profissional de enfermagem é de suma importância, englobando desde o reconhecimento clínico e diagnóstico, até o conhecimento dos sinais e sintomas, bem como a implementação de condutas terapêuticas adequadas. A atençãobásica assume papel essencial na prevenção e no cuidado longitudinal desses pacientes, sendo realizada por equipes multiprofissionais com o propósito de promover a qualidade de vida e mitigar os riscos inerentes à doença. Cabe à atenção primária à saúde desenvolver intervençõessistematizadas que favoreçam melhores condições de saúde para essa população. A presente investigação trata-se de uma revisão de literatura, com abordagem qualitativa, de caráterdescritivo e delineamento retrospectivo. Os achados evidenciaram a relevância da enfermagem e das estratégias adotadas na atenção básica para a prevenção, controle e acompanhamento clínico dos indivíduos acometidos pela hipertensão arterial sistêmica.
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    O IMPACTO DA SÍNDROME DE BURNOUT NA EQUIPE DE ENFERMAGEM DURANTE A PANDEMIA DE COVID-19
    (2025-05-27) Nayara da Silva Tavares; Mariangela Cordeiro Dorado O; Adriana Carta
    A pandemia de COVID-19 gerou um grande impacto tanto físico quanto mental, sobrecarregando os profissionais da saúde que estavam na linha de frente do combate a essa doença. Como consequência, a Síndrome de Burnout (SB) afetou esses profissionais, gerando exaustão física e mental, estresse acumulado, irritabilidade, falta de motivação e até mesmo desinteresse pelas suas atividades profissionais. Por isso, justifica-se o desenvolvimento do trabalho, haja vista a necessidade de abordar o assunto e conscientizar a respeito da importância de transparecer as condições de trabalho e de saúde da equipe de enfermagem. O objetivo deste estudo foi realizar uma revisão de literatura a fim de identificar a presença da Síndrome de Burnout na enfermagem, durante a pandemia da COVID-19. A metodologia utilizada foi a revisão de literatura, baseada em materiais disponíveis em banco de dados eletrônicos. Durante a pesquisa, identificou-se que a SB gerou impactos profundos nos profissionais de enfermagem durante a pandemia da COVID-19, resultando em exaustão emocional, despersonalização, baixa realização profissional e sintomas como ansiedade e depressão. Ademais, esses efeitos foram intensificados por fatores como sobrecarga de trabalho, medo de contágio e falta de apoio institucional. Para o enfrentamento da SB nesse contexto, é fundamental adotar estratégias como apoio psicológico, reorganização das jornadas de trabalho, valorização profissional, fortalecimento da resiliência e melhorias nas condições laborais. Sendo assim, conclui-se que a revisão da literatura é fundamental, pois permite que o enfermeiro se atualize com os estudos científicos mais recentes, além de oferecer contribuições valiosas de conhecimento tanto para os enfermeiros quanto para os outros profissionais da área da saúde.
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    DESAFIOS E PERSPECTIVAS DA ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM A IDOSOS INSTITUCIONALIZADOS FRENTE AO AUMENTO DA POPULAÇÃO IDOSA
    (2025-05-26) ISABELA IZAIAS MARCUCI DELUCA; KEMILY DE BRITO SOARES; Angelica Maria Jabur Bimbato
    O envelhecimento populacional no Brasil tem crescido com o passar dos anos, diante a transição demográfica que vem se modificando nos últimos anos é possível evidenciar-se a baixa taxa de fecundidade e o menor número da população jovem, comparado ao aumento da população de idade adulta, diante a este cenário as Instituições de Longa Permanência para Idosos (ILPI) abordam um trabalho importante a essa perspectiva, que tem como propósito ser um espaço destinado a suprir as necessidades da pessoa idosa, garantindo dignidade, bem-estar e qualidade de vida, que é proporcionado através de uma equipe multiprofissional. O objetivo deste trabalho foi realçar o aumento da população idosa e a partir de onde é feita a institucionalização dos mesmos nas Instituições de Longa Permanência para Idosos (ILPI), dessa forma destacando grandes desafios que podem ser encontrados diante ao aumento dessa população, além disso, evidenciar o trabalho e a importância do profissional enfermeiro na ILPI, que dispõe um papel significante a este cenário. Refere-se a este trabalho uma pesquisa de fundamento teórico e revisão integrativa, qualitativa e quantitativa, foram utilizados 36 artigos publicados entre 2002 à 2025. Ocorreu buscas em banco de dados buscador acadêmico (Google Acadêmico), Superior Tribunal de Justiça (STJ), Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), SCIELO (Scientific Electronic Library Onine) e portarias. Conclui-se que diante a esse aumento da população idosa impõe desafios significativos ao sistema de saúde, é necessário fortalecer e ampliar serviços voltados a essa população, além da capacitação de profissionais para atender as necessidades específicas dessa população, além disso, é evidente a importância do papel da enfermagem na promoção do cuidado qualificado, humanizado e individualizado aos idosos institucionalizados.
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    A IMPORTÂNCIA DO AGENTE COMUNITÁRIO DE SAÚDE NA ATENÇÃO PRIMÁRIA À SAÚDE: IMPACTOS E DESAFIOS
    (2025-06-04) IEDA DE SOUSA BARBELLA; MILENA DIAS PAJARES; Angelica Maria Jabur Bimbato
    A saúde pública no Brasil tem enfrentado vários desafios ao longo das últimas décadas, especialmente no que se refere à promoção da saúde e à prevenção de doenças em comunidades socialmente vulneráveis. Nesse cenário, destaca-se a atuação do Agente Comunitário de Saúde (ACS), figura essencial na consolidação do Sistema Único de Saúde (SUS) e na aproximação entre os serviços de saúde e a população. Este trabalho analisa a relevância e os desafios enfrentados pelos Agentes Comunitários de Saúde (ACS), com ênfase em sua atuação na Estratégia Saúde da Família (ESF). Utilizando uma abordagem mista, que combina revisão bibliográfica e análise de dados secundários do DATASUS, o estudo é estruturado em três eixos principais: a criação e evolução do cargo de ACS, seu papel na ESF e os desafios enfrentados no cotidiano de trabalho. Também são abordadas as contribuições dos ACS para a qualidade de vida da população, estratégias para o fortalecimento da categoria e estudos de caso que evidenciam o impacto positivo de suas ações na saúde pública. Os resultados demonstram que os ACS são agentes fundamentais na promoção da saúde e na prevenção de doenças, especialmente em contextos de vulnerabilidade social. Contudo, ainda enfrentam obstáculos como escassez de recursos, sobrecarga de trabalho, necessidade de capacitação permanente, valorização profissional e melhor integração entre os níveis de atenção à saúde. Conclui-se que os ACS desempenham um papel essencial na melhoria das condições de saúde da população, sendo imprescindível a formulação de políticas públicas específicas que garantam a valorização e a sustentabilidade de suas ações.
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    TRANSTORNO DO ESPECTRO AUTISTA (TEA) NA SAÚDE COLETIVA: EDUCAÇÃO EM SAÚDE PARA FAMÍLIAS DE PACIENTES COM AUTISMO
    (2025-05-24) ANA CLÁUDIA DO PRADO MUNIZ; ANDERSON CARVALHO DE SOUZA; Angelica Maria Jabur Bimbato
    As famílias de pacientes com autismo enfrentam desafios significativos para cuidados de suas crianças. Dentre elas, a dificuldade que o Sistema Único de Saúde (SUS) tem em introduzir o apoio e capacitação para os profissionais que acolhem as famílias, fornecendo condições e estratégias para diminuir a carga emocional e física. Desse modo, o estudo tem como objetivo revisar de modo analítico e exploratória a literatura a respeito do cuidado e educação em saúde para famílias de pacientes com o autismo, com foco em saúde coletiva, ampliando o olhar do enfermeiro nesse vasto tema, que indaga o diagnóstico e a inclusão do Transtorno do Espectro Autista (TEA), enquanto um distúrbio neurológico que afeta a comunicação, a interação social e o comportamental. Trata se de uma pesquisa de revisão bibliográfica, de caráter descritiva, quantitativa e retrospectiva realizada em materiais disponíveis em banco de dados eletrônicos, como Biblioteca Virtual em Saúde (BVS), Literatura Latino-Americana e do Caribe em Ciências da Saúde (LILACS), Scientific Electronic Library Online (SciELO) e no Google Acadêmico. Os resultados destacaram as dificuldades enfrentadas por profissionais e familiares, tais como a abordagem ainda medicalizante, falta de preparo para triagens, sobrecarga das equipes e a invisibilidade das famílias no cuidado. Também são apontadas fragilidades na formação e barreiras institucionais. Os estudos também apontam para a necessidade de capacitação, apoio interdisciplinar e estratégias que incluam as famílias no processo de cuidado. Conclui-se que o enfermeiro e a família desempenham um papel fundamental no apoio ao paciente com autismo, recomendando-se estudos futuros a respeito da priorização do diagnóstico precoce e aceitação desse mesmo diagnóstico com a família, além de prever e prover o seu futuro com qualidade fazer com que as políticas públicas sejam dignamente executadas.