INTOXICAÇÃO POR METANOL: ESTUDO EPIDEMIOLÓGICO E CLÍNICO EM PACIENTES ATENDIDOS EM HOSPITAIS DA REDE PÚBLICA NO ESTADO DE SÃO PAULO

Resumo

O metanol é um álcool tóxico cuja ingestão, acidental ou intencional, representa um grave problema de saúde pública devido à alta toxicidade de seus metabólitos, como o ácido fórmico, capaz de causar acidose metabólica e cegueira irreversível. Este estudo teve como objetivo analisar o perfil epidemiológico e clínico dos casos de intoxicação por metanol no Brasil e destacar a importância da atuação do farmacêutico clínico nesse contexto. A metodologia consistiu em uma pesquisa epidemiológica, observacional, retrospectiva e descritiva, com abordagem quantitativa fundamentada em dados secundários do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (SINAN/DATASUS) referentes ao ano de 2025, além de revisão bibliográfica. Os resultados revelaram 767 casos confirmados no período, com concentração expressiva na região Sudeste, destacando-se o estado de São Paulo com 411 notificações. O perfil predominante foi de adultos jovens (20 a 39 anos) e do sexo masculino, sugerindo relação com o consumo de bebidas alcoólicas adulteradas. Observou-se um aumento sazonal de casos em outubro, indicativo de surtos pontuais. Embora a maioria dos pacientes tenha evoluído para cura sem sequelas, foram registrados 22 óbitos, evidenciando a gravidade da condição. O farmacêutico clínico mostrou-se essencial no manejo terapêutico, atuando no monitoramento do uso de antídotos (etanol e fomepizol), na identificação de interações medicamentosas e na vigilância em saúde. Conclui-se que o fortalecimento da fiscalização sanitária e a educação da população são medidas fundamentais para a prevenção e controle dessas intoxicações.

Descrição

Palavras-chave

Metanol, Intoxicação, Perfil Epidemiológico, Farmacêutico Clínico, Saúde Pública.

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