A mente do agressor em crimes hediondos: análise psicológica do caso Elize Matsunaga
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Data
2025-12-16
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Resumo
O presente artigo tem como objetivo analisar a mente do agressor em crimes hediondos sob
uma perspectiva psicológica e jurídica, tomando como estudo de caso o homicídio cometido
por Elize Matsunaga. Busca-se compreender como fatores emocionais, sociais e históricos
influenciaram sua conduta, articulando esses elementos aos conceitos da psicologia forense e
criminal. A investigação parte da premissa de que o comportamento violento é um fenômeno
multifatorial e precisa ser examinado para além da dimensão exclusivamente punitiva. A
pesquisa adota uma abordagem qualitativa, de caráter bibliográfico e documental, estruturada
como estudo de caso único. O corpus é composto por obras jornalísticas e biográficas
amplamente divulgadas sobre o caso, como o livro de Ulisses Campbell e reportagens de grande
circulação, além de documentários, entrevistas públicas, trechos do julgamento e decisões
judiciais disponíveis. Também foram consultados textos teóricos da psicologia, psicanálise e
criminologia. As fontes foram selecionadas segundo critérios de relevância temática,
acessibilidade pública e confiabilidade editorial, respeitando-se a limitação de não haver
contato direto com a autora do crime nem análise pericial. Com base nesse material, foram
analisados aspectos como traumas na infância, vínculos afetivos fragilizados, relações de poder
no contexto conjugal e efeitos da desigualdade de gênero. A fundamentação teórica apoia-se
em autores como Freud, Bowlby e Bion, que contribuem para a compreensão da agressividade,
da pulsão de morte e da formação dos vínculos emocionais. Os achados, de natureza
interpretativa e não diagnóstica, indicam que a trajetória de Elize é atravessada por experiências
de violência, abandono e instabilidade afetiva, fatores que, articulados ao contexto relacional
adulto, ajudam a compreender sem justificar a complexidade psíquica envolvida no crime.
Conclui-se que investigar a mente do agressor não significa atenuar sua responsabilidade, mas
reconhecer que o comportamento criminoso é resultado de múltiplas determinações. Nesse
sentido, a integração entre psicologia e direito mostra-se fundamental para o desenvolvimento
de práticas preventivas, humanizadas e coerentes com a complexidade da criminalidade
contemporânea.
Descrição
Artigo de conclusão de curso de Psicologia
Palavras-chave
crimes hediondos, psicologia forense, mente do agressor, Elize Matsunaga, pulsão de morte.