Trabalhos de Conclusão de Curso

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    A APLICAÇÃO DE NANOPARTÍCULAS DE OURO (AuNPs) NO DIAGNÓSTICO E TRATAMENTO DO CÂNCER DE MAMA
    (Ed. do Autor, 2025-12-12) Julia Maria Duarte Romera; Samara Hellen Rodrigues Vieira; Fernando Sérgio Ferreira Dionísio
    No Brasil, o câncer de mama é o que mais acomete as mulheres (INCA, 2022). Diversos meios de diagnóstico e tratamento são utilizados para combater essa neoplasia, porém, estes causam muitos efeitos adversos, sendo assim, buscou-se investigar outras maneiras de diagnosticar e tratar essa doença. Diante disso, as nanopartículas de ouro vem sendo uma nova forma de combater tumores malignos. Seus feitos vão de biomarcadores para o diagnóstico a métodos de encapsulamento para tratamento. Nanopartículas são partículas em tamanho nanométrico que possuem propriedades físicas e químicas únicas, essas nanopartículas de ouro são mais favoráveis no diagnóstico e tratamento de câncer por possuírem alta compatibilidade biológica, morfologia controlável, dispersão de tamanhos e formas e alta estabilidade, que são características que as tornam ainda mais úteis nesta aplicação (Bastos et al., 2025). Sendo assim, este trabalho tem o propósito de dissertar sobre a aplicação das nanopartículas de ouro no diagnóstico e tratamento do câncer de mama, utilizando a revisão de literatura como metodologia de pesquisa. O presente trabalho investiga os meios de atuação das nanopartículas de ouro no diagnóstico e tratamento do câncer de mama, avaliando seus pontos positivos e negativos e as comparando com outros meios de tratamento e diagnóstico já conhecidos, para que assim, haja a melhor profilaxia para pacientes oncológicos.
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    A INFLUÊNCIA GENÉTICA NO TRANSTORNO DO ESPECTRO AUTISTA (TEA): REVISÃO BIBLIOGRÁFICA
    (Ed. do Autor, 2025-12-12) NÁGYLA HEVELLYN PEDRASSE; Fernando Sérgio Ferreira Dionísio
    O Transtorno do Espectro Autista (TEA) é uma condição do neurodesenvolvimento que afeta os aspectos comportamentais, comunicativos e sociais. É classificado em três níveis de suporte e suas manifestações clínicas envolvem comprometimentos sociais, sensoriais e cognitivos. As primeiras observações do autismo ocorreram no século XX e foi associado a alterações citogenéticas, mitocondriais e moleculares. O autismo está relacionado a fatores de risco no pré-natal, como condições maternas, idade paterna e uso de determinados medicamentos. Por conta da influência hereditária na síndrome, pesquisas indicam maior prevalência em irmãos gêmeos e em portadores de distúrbios genéticos. Uma única alteração genética pode causar o autismo, mas a manifestação dos sintomas depende do armazenamento genético do indivíduo. Os modelos genéticos são classificados em três tipos: monogênico, oligogênico e poligênico. A identificação de genes e locus relacionados ao autismo, evidenciou mutações heterozigotas e perda funcional das proteínas, constituindo alterações em quinze cromossomos, que apresentam duplicações, deleções, inversões e translocações e vários locus específicos com suscetibilidade ao autismo. Algumas doenças genéticas possuem predominância ao transtorno, como síndrome do X frágil, esclerose tuberosa, neurofibromatose, síndrome de Williams, síndrome do Down, entre outros. O estudo de neuroimagem e neuropatologia tem grande relevância no diagnóstico do autismo não sindrômico, sendo identificado em exames de imagem, o aumento do volume cerebral e alterações que são responsáveis pelas funções cognitivas, emoções e memória. A formação do SNC do feto durante a gestação é muito importante para o desenvolvimento dos neurônios, que podem ser afetados se a mãe sofrer quadros inflamatórios, infecções ou lesões durante a gestação. Proteínas sinápticas estão envolvidas no transtorno, como neuroligina, neurexinas, reelina, SHANK, MECP2, MET e via mTOR. Genes ligados a essas proteínas podem sofrer mutações, deleções ou defeitos e desregular o neurodesenvolvimento, funções cerebrais, cognição, memória e linguagem. Além do neurotransmissor sináptico GABA, que há implicação no autismo e demais doenças neuropsiquiátricas. A hiperserotonina foi o primeiro biomarcador do TEA a ser estudado, é responsável pelo aumento dos sintomas do autismo. Com o avanço da biotecnologia e técnicas moleculares, a análise genômica contribui para o diagnóstico do autismo. Exames moleculares podem ser solicitados conforme avaliação clínica, além do aconselhamento genético. O autismo não tem cura, mas os estudos para tratamentos aumentaram, contando com abordagens farmacológicas e terapêuticas. Graças a identificação de alterações genéticas e fatores sinápticos relacionadas ao autismo, foi possível compreender novos casos e influentes. Embora a causa do autismo ainda não seja conhecida, há evidências sobre a influência genética e impacto no transtorno, auxiliando significativamente no diagnóstico e tratamento do autismo.
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    EFICÁCIA DO RITUXIMABE NA REDUÇÃO DA ATIVIDADE DA DOENÇA EM PACIENTES COM LÚPUS: REVISÃO SISTEMATICA E META-ANÁLISE
    (2025-12-15) Amanda Duarte Datorre; Francis de Oliveria Borges; Roberto Carlos Grassi Malta
    O Lúpus Eritematoso Sistêmico (LES) é uma doença inflamatória crônica, autoimune e multissistêmica do tecido conjuntivo, caracterizada pela produção de autoanticorpos que atacam tecidos saudáveis, ocasionando inflamações persistentes e comprometimento de múltiplos órgãos. Sua etiopatogênese envolve a interação complexa entre fatores genéticos, hormonais e ambientais. O manejo terapêutico do LES tem como finalidade a redução da atividade inflamatória, o controle dos sintomas e a prevenção de complicações orgânicas, as intervenções incluem medidas não farmacológicas como fotoproteção, reeducação alimentar e acompanhamento multiprofissional e terapias farmacológicas, que abrangem o uso de corticosteroides, imunossupressores e agentes biológico, entre estes, o Rituximabe tem se destacado como uma estratégia terapêutica relevante. O presente estudo realizou uma revisão sistemática e meta-análise para avaliar a eficácia do Rituximabe na redução da atividade da doença em pacientes com LES. Foram selecionados 16 estudos envolvendo 486 pacientes de diferentes países, com o objetivo de analisar parâmetros clínicos, laboratoriais e eficácia terapêutico do Rituximabe. A meta-análise revelou uma proporção de sucesso de 80% (IC 95%: 71,2%–87,3%), indicando melhora significativa na atividade do LES. Os resultados demonstraram redução expressiva da proteinúria, melhora da função renal, aumento dos níveis de complemento (C3 e C4) e redução dos marcadores inflamatórios. Além disso, observou-se uma redução significativa no escore SLEDAI, indicando melhor controle da atividade inflamatória sistêmica. Diante dos achados, conclui-se que o rituximabe se apresenta como uma alternativa terapêutica eficaz para o tratamento do LES.
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    USO COLETIVO DE PINCÉIS DE MAQUIAGEM COMO POTENCIAL FONTE DE Staphylococcus aureus: IMPLICAÇÕES NA SAÚDE ÚNICA
    (2025-12-01) MARIA EDUARDA GOMES DA SILVA; Maria Laís Devólio de Almeida
    A maquiagem já percorreu uma grande linha temporal, sendo considerada, em contextos diferentes, como uma ferramenta cultural, de empoderamento e de expressão pessoal, mas, em todas essas circunstâncias, ela representa, acima de tudo, uma ferramenta de beleza. Entretanto, o uso diário e sem a correta higienização dos materiais utilizados no processo da maquiagem pode levar ao acúmulo de sujidades e de possíveis microrganismos, como Staphylococcus aureus, o que representa um risco à saúde pública. O presente estudo pesquisou a ocorrência de S. aureus em 20 pincéis de maquiagem de uso coletivo (maquiadores autônomos, salões de beleza e mostruários de lojas de cosméticos) a metodologia consistiu na coleta e processamento das amostras em caldo BHI, seguido de semeadura em meio seletivo e diferencial apropriado para isolamento de Staphylococcus. Após incubação, as colônias suspeitas foram submetidas à coloração de Gram e aos testes de catalase e coagulase em lâmina e tubo para confirmação da espécie. Os isolados confirmados foram avaliados pelo método de difusão em disco (Kirby Bauer), conforme recomendações do CLSI, e, por fim, os halos de inibição foram medidos e interpretados para definição do perfil de sensibilidade antimicrobiana. Além disso, realizou-se uma contextualização sob a perspectiva da Saúde Única. Das 20 amostras analisadas, 7 (35%) foram consideradas positivas para S. aureus, e o antibiograma demonstrou elevada resistência bacteriana, com 100% dos isolados resistentes à penicilina e presença de cepas resistentes à oxacilina, sugerindo S. aureus resistente à meticilina (MRSA). Também foram observadas resistências para azitromicina, eritromicina, ciprofloxacina, cefoxitina, sulfazotrim e tetraciclina, enquanto fármacos como vancomicina, gentamicina e cloranfenicol apresentaram eficácia. A análise sob a perspectiva da Saúde Única (One Health) indicou que a falta de higienização e o descarte inadequado desses materiais podem favorecer a contaminação cruzada entre humanos, animais e ambiente, ampliando rotas de transmissão e contribuindo para a manutenção e expansão da resistência antimicrobiana. Após as análises, os pincéis foram devidamente higienizados e devolvidos acompanhados de orientações educativas, destacando se a importância de práticas adequadas de limpeza e manuseio, alertando os usuários para riscos frequentemente pouco reconhecidos e ressaltando a necessidade de educação em saúde e de medidas preventivas integradas.
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    OCORRÊNCIA DE Salmonella sp. EM OVOS DE GALINHAS CAIPIRAS COMERCIALIZADOS EM FEIRA LIVRE: UMA PERSPECTIVA DA SAÚDE ÚNICA
    (2025-12-02) FABIANA RODRIGUES NETO; EMANUELE GRILO DELPINO; Maria Lais Devólio de Almeida
    As Doenças Transmitidas por Alimentos (DTAs) representam uma das maiores preocupações globais em Saúde Pública, com um impacto significativo na morbidade e mortalidade humana, bem como na economia. Dentre os patógenos de origem alimentar mais importantes, o gênero Salmonella se destaca como o principal agente etiológico de surtos de salmonelose, uma zoonose amplamente distribuída. A infecção, que pode variar de uma gastroenterite autolimitada a formas sistêmicas graves, é responsável por milhões de casos anualmente em todo o mundo. O ovo, um alimento fundamental na dieta global devido ao seu alto valor nutricional, é reconhecido como um veículo primário na transmissão da Salmonella. A contaminação pode ocorrer de forma vertical (transovariana, durante a formação do ovo) ou horizontal (após a postura, por meio do contato com fezes, ninho e ambiente contaminados). Objetivou-se então investigar a ocorrência de Salmonella sp. em ovos caipiras de galinha comercializados em uma feira livre de grande circulação situada no município de Votuporanga SP, analisando os dados sob a perspectiva da Saúde Única. A pesquisa foi realizada com a coleta de uma dúzia de ovos de um único ponto de venda, as amostras foram acondicionadas em caixa térmica e transportada ao Laboratório de Microbiologia do Centro Universitário de Votuporanga (UNIFEV) onde foi realizada a análise microbiológica da parte externa (casca) e da parte interna (gema e clara). Ambas as amostras foram analisadas conforme os procedimentos da Instrução Normativa nº 62/2003, incluindo pré-enriquecimento, enriquecimento seletivo, isolamento em meios sólidos, testes bioquímicos e sorológicos para confirmação de Salmonella sp. Também foi avaliado o teste de sensibilidade aos antimicrobianos Cefepime, Amicacina, Ampicilina, Gentamicina, Cefazolina, Ciprofloxacina, Sulfametoxazol/Trimetoprim, Amoxicilina/Ácido clavulânico, Ceftriaxona, Tetraciclina, Meropenem, Aztreonam, Cloranfenicol, Ceftazidima e Cefoxitina, para caracterização do perfil de resistência. Os resultados revelaram a presença de Salmonella spp. tanto na superfície quanto no conteúdo interno dos ovos. A amostra externa foi identificada como Salmonella não-typhi e apresentou sensibilidade a todos os antimicrobianos testados. Em contrapartida, a amostra interna foi isolada como Salmonella Typhi, exibindo multirresistência à ampicilina, gentamicina, cefazolina e amoxicilina/ácido clavulânico, além de sensibilidade intermediária ao meropenem, configurando um achado de alerta epidemiológico. Na perspectiva da Saúde Única, os achados reforçam a interdependência entre saúde humana, animal e ambiental, evidenciando que falhas na cadeia produtiva e na biosseguridade favorecem a disseminação de patógenos e a emergência de resistência antimicrobiana. Conclui-se que ovos caipiras comercializados em feiras livres podem representar um risco significativo para a população, especialmente quando manipulados sem refrigeração e sem práticas sanitárias adequadas. Assim, torna-se essencial o fortalecimento das ações de vigilância, educação sanitária e monitoramento microbiológico para reduzir os riscos à saúde pública e promover a segurança alimentar de forma integrada e sustentável.
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    A IMAGINOLOGIA COMO AUXÍLIO NA PERFUSÃO EXTRACORPÓREA: REVISÃO DE LITERATURA
    (2025-12-12) Bruna da Silva Fernandes; Livia Perassoli; Karla Adriana dos Santos
    A imaginologia e a perfusão extracorpórea, embora sejam áreas completamente distintas, se complementam em casos onde a cirurgia cardíaca necessita da circulação extracorpórea e da imagem, proporcionando uma referência visual da atual situação do paciente. Para o manejo da circulação extracorpórea, a visualização de possíveis patologias ou alterações cardíacas é de grande importância, o que é proporcionado pela geração de imagens. As principais gerações de imagens utilizadas nas patologias cardíacas são a ressonância, a tomografia computadorizada e o eletrocardiograma, sendo a combinação ideal para visualização de estruturas e monitoramento das funções cardíacas, auxiliando no trabalho do perfusionista. O objetivo deste trabalho é esclarecer qual a relação entre a imaginologia e a perfusão, expondo possíveis patologias pré-existentes, planejando quais técnicas o perfusionista deverá seguir para realizar um procedimento apropriado durante as cirurgias cardíacas. A metodologia usada foi a revisão literária narrativa, através da pesquisa em artigos científicos e livros datados de 1992 a 2025. A análise bibliográfica demonstrou que a integração eficiente da imaginologia ao manejo pré e pós-operatório da perfusão extracorpórea é um fator crucial para a segurança do paciente e o sucesso cirúrgico. A visualização detalhada das patologias cardíacas permite ao perfusionista uma antecipação de riscos e a personalização das estratégias de CEC, confirmando a importância dessa complementaridade para otimizar os desfechos em cirurgia cardíaca.
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    FISIOPATOLOGIA E AVALIAÇÃO LABORATORIAL DE PACIENTES COM SÍNDROME DOS OVÁRIOS POLICÍSTICOS
    (2025-12-03) Giovanna Karla Vieira Bento; Thayla Cristina Fonseca dos Santos; Renata Pires de Assis
    A Síndrome dos Ovários Policísticos (SOP) é uma condição endócrino-metabólica frequente em mulheres em idade reprodutiva, caracterizada por hiperandrogenismo, disfunções ovulatórias e alterações morfológicas ovarianas, além de importante associação com resistência à insulina, inflamação crônica de baixo grau e risco cardiometabólico aumentado. Diante disso, este trabalho teve como objetivo descrever sobre a fisiopatologia e avaliação laboratorial em pacientes com SOP, destacando os principais biomarcadores utilizados no diagnóstico, no companhamento clínico e na estratificação de risco metabólico. Para isso, realizou-se uma revisão narrativa da literatura entre fevereiro e novembro de 2025, a partir de artigos publicados nos últimos 20 anos, em português e inglês, selecionados em bases como SciELO, PubMed e site de busca Google Acadêmico, além de livros e documentos científicos relevantes. A análise dos estudos evidenciou que a resistência à insulina e a hiperinsulinemia desempenham papel central na fisiopatologia da SOP, contribuindo para a maior produção de andrógenos e redução da Globulina Ligadora de Hormônios Sexuais (SHBG). Biomarcadores como Hormônio Luteinizante (LH), Hormônio folículo-estimulante (FSH), testosterona (especialmente a fração livre), SHBG, Sulfato de desidroepiandrosterona (DHEA-S), 17-hidroxiprogesterona (17 OHP), glicemia, insulina, HOMA-IR, perfil lipídico e marcadores inflamatórios (PCR, IL-6, TNF-α) mostraram-se fundamentais para avaliação clínica. Além disso, observou-se a relevância de parâmetros ultrassonográficos e da exclusão de outras causas de hiperandrogenismo. A literatura reforça também o papel do biomédico na interpretação integrada dos resultados e na identificação precoce de alterações metabólicas que impactam o manejo da SOP. Conclui-se que a avaliação laboratorial, em especial bioquímica completa é indispensável para o diagnóstico preciso, para o monitoramento e para a prevenção de complicações metabólicas e reprodutivas, ressaltando a importância de uma abordagem multidisciplinar e da atualização contínua de biomarcadores que auxiliem no cuidado dessas pacientes.
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    TERAPIAS IMUNOMODULADORAS E IMUNOBIOLÓGICAS NA DOENÇA DE CROHN: MECANISMOS E APLICAÇÕES CLÍNICAS
    (2025-12-03) Carla Teixeira da Silva; Santina Aparecida Xavier; Renata Pires de Assis
    A Doença de Crohn (DC) é uma condição inflamatória intestinal crônica de etiologia multifatorial e complexa. Sua patogênese está diretamente ligada a uma resposta imune desregulada e excessiva contra a microbiota intestinal, resultando em inflamação persistente e danos teciduais severos. Diante do desafio contínuo que a DC representa para a clínica, as terapias imunomoduladoras e imunobiológicas estabeleceram-se como as principais abordagens terapêuticas. Este trabalho teve como objetivo analisar o papel dos imunomoduladores e dos imunobiológicos no tratamento da DC, enfatizando seus mecanismos de ação, eficácia clínica demonstrada e o impacto que promovem no controle da atividade inflamatória intestinal. A metodologia utilizada foi uma revisão de literatura de caráter narrativo e descritivo, o levantamento bibliográfico foi por meio de uma busca detalhada nas bases de dados Scientific Electronic Library Online (SciELO), MEDLINE e PubMed. Priorizou-se artigos originais e diretrizes publicados no intervalo de 2002 a 2025, nos idiomas português, inglês e espanhol, além de incluir a consulta a documentos oficiais e fontes regulatórias como o Ministério da Saúde (MS), a ANVISA e a OMS. Os resultados da pesquisa confirmam que o sucesso do manejo terapêutico na DC depende da capacidade desses agentes em modular e reequilibrar a resposta imune, oferecendo maior eficácia na indução e manutenção da remissão da DC. As classes de agentes imunológicos essenciais compreendem: os imunomoduladores tradicionais (como a azatioprina, 6-mercaptopurina e o metotrexato), fundamental na manutenção da remissão por meio da inibição da proliferação linfocitária; e os imunobiológicos (anticorpos monoclonais), indicados para as formas moderadas a graves ou refratárias. Entre os biológicos, a pesquisa destacou os anti-TNF-α (infliximabe e adalimumabe), os inibidores de migração celular, as anti-integrinas (vedolizumabe), e a nova geração de terapias alvo, representada pelos anti-IL-23 (guselkumabe e mirikizumabe). Em conclusão, a evolução das terapias biológicas e imunomoduladoras representa um avanço decisivo no panorama do tratamento da DC, pois possibilita um controle mais efetivo da progressão da doença e assegura uma melhoria significativa na qualidade de vida dos pacientes.
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    A atuação do biomédico na perícia criminal: aplicações em hematologia e genética forense na elucidação de crimes
    (2025-12-12) Jhennifer Pinheiro da Silva; João Victor Marques Zoccal
    A crescente complexidade dos delitos exige o fortalecimento da segurança e o aprimoramento contínuo dos métodos de investigação, destacando a necessidade de profissionais altamente especializados em análises forenses. O perito biomédico se destaca neste cenário por se tratar de um profissional que pode atuar em diferentes campos este profissional utiliza das ciências biomédicas aplicando seus conhecimentos para analisar diversos fluidos como sangue, saliva dentre outras amostras. O presente trabalho objetivou analisar a atuação do biomédico na perícia criminal, enfocando as contribuições técnicas e científicas das áreas de Hematologia e Genética Forense na identificação de vestígios biológicos e na elucidação de crimes. Trazendo uma reflexão sobre o percurso necessário para que esses profissionais ingressem na área, que, a cada dia, tem se destacado pela diversidade de especialidades que podem ingressar nela, sendo o desejo de muitos. Com foco em uma das áreas de maior intimidade destes profissionais biomédicos, a Genética e Hematologia Forense se tornam um local de atuação excelente para estes profissionais, pois eles têm que desenvolver um olhar que consiga ultrapassar a barreira do que ele consegue ver. O estudo adota uma abordagem qualitativa, exploratória e descritiva, fundamentada em uma revisão bibliográfica sistemática realizada nas bases de dados SciELO e PubMed, utilizando descritores como "biomedicina forense", "genética forense", “hematologia forense” e "biomédico na perícia criminal". A pesquisa demonstra que o profissional biomédico possui capacitação singular para atuar na análise de vestígios, realizando desde a coleta de amostras na cena do crime até a emissão de laudos periciais detalhados. Na Hematologia Forense, a investigação se concentra na detecção e na reconstrução da dinâmica criminal por meio da Análise do Padrão de Manchas de Sangue (APMS) e de testes preliminares, como o luminol e o Kastle-Meyer. Na Genética Forense, a atuação é crucial para a individualização, utilizando o sequenciamento genético e a análise de STRs (Short Tandem Repeats) para criar um perfil genético, o que confere maior solidez probatória na identificação de autores e vítimas. Conclui-se que o biomédico se destaca como um profissional versátil e indispensável na perícia, e a integração eficaz entre as metodologias hematológicas e genéticas se configura como a base científica mais robusta para a solução de casos criminais e a garantia da justiça.
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    A IMPORTÂNCIA DA HEMOGLOBINA GLICADA PARA A AVALIAÇÃO DO CONTROLE GLICÊMICO EM PACIENTES COM DIABETES MELLITUS
    (2025-12-11) ANA CLARA VALENTIM DA SILVA; JÚLIA VENANCIO LOPES DE OLIVEIRA; Professor Dr. Anísio Storti
    A hemoglobina glicada (HbA1c) é um marcador laboratorial amplamente utilizado no diagnóstico e no monitoramento do controle glicêmico em indivíduos com diabetes mellitus. Esse indicador reflete a média dos níveis de glicose circulante no período aproximado de dois a três meses, permitindo uma avaliação mais precisa da homeostase glicêmica quando comparado a exames pontuais, como a glicemia de jejum, que podem ser influenciados por fatores momentâneos como alimentação recente, estresse e uso de medicamentos. Diversos estudos enfatizam o valor da HbA1c na predição e prevenção de complicações crônicas do diabetes, uma vez que níveis persistentemente elevados estão associados ao desenvolvimento de alterações micro e macrovasculares, incluindo retinopatia diabética, nefropatia, neuropatia periférica, doença arterial coronariana, acidente vascular cerebral e doença vascular periférica. Dessa forma, o acompanhamento periódico desse marcador desempenha papel essencial na avaliação da eficácia terapêutica e na adoção de estratégias individualizadas de manejo clínico. Entretanto, embora amplamente utilizado, o exame de HbA1c apresenta limitações que devem ser consideradas na prática clínica. Condições que alteram a vida média dos eritrócitos, como anemias hemolíticas, hemoglobinopatias, perda sanguínea aguda e doença renal crônica, podem comprometer a interpretação dos resultados. Além disso, fatores como uso de determinados medicamentos, gravidez, deficiência de ferro e variações genéticas também podem interferir nos valores obtidos. Tais limitações evidenciam a necessidade de uma abordagem complementar, associando a HbA1c a outros marcadores laboratoriais e à avaliação clínica individual. Este trabalho teve como objetivo reunir e analisar dados atuais, obtidos por meio de revisão bibliográfica, acerca da relevância da hemoglobina glicada na prática clínica, destacando suas vantagens, limitações e avanços metodológicos relacionados à sua quantificação. A análise das evidências científicas e das diretrizes nacionais e internacionais reforça a importância da HbA1c como parâmetro essencial no manejo do diabetes mellitus, contribuindo para condutas mais assertivas, seguras e personalizadas. Conclui-se que o uso adequado desse marcador laboratorial, aliado a uma avaliação integrada, favorece a melhoria do prognóstico, reduz complicações associadas e promove cuidados em saúde mais eficazes.
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    DIAGNÓSTICO LABORATORIAL DA TUBERCULOSE: REVISÃO DA LITERATURA
    (2025-12-11) ISLA EDUARDA RIBEIRO TEIXEIRA; Professor Dr. Anisio Storti
    A tuberculose (TB) é considerada uma doença infectocontagiosa, causada pelo Mycobacterium tuberculosis, que é um bacilo álcool ácido resistente (BAAR), aeróbio, com parede celular rico em ácido micólico e arabinogalactano. Sabe-se que a transmissão acontece por via aérea, a partir de uma pessoa contaminada, a qual expele aerossóis advindos da tosse, fala ou espirro, acometendo, principalmente o pulmão. No Brasil entre 2020 e 2023, foram registradas 391.36 notificações por tuberculose e as regiões sudeste e nordeste apresentam os maiores índices de incidência e mortalidade. O diagnóstico da tuberculose é um desafio que requer uma abordagem multiforme. Atualmente, o diagnóstico de tuberculose ainda depende de exames microbiológicos, os quais requerem manuseio cuidadoso e um transporte rápido da amostra. O objetivo deste trabalho de conclusão de curso através de uma revisão da Objetivo Geral foi descrever os métodos de identificação da Mycobacterium tuberculosis, analisando como são realizadas suas metodologias laboratoriais para o diagnóstico da Tuberculose. Objetivos Específicos foi descrever vantagens e desvantagens e o tempo de resposta dos testes de Baciloscopia, Cultura, além do Teste Tuberculínico (PPD) e Ensaios de Liberação de Interferon Gama (IGRA) para a identificação do M. Tuberculosis. O levantamento de dados e redação do trabalho foram realizados no período de fevereiro a novembro de 2025. Uma busca eletrônica da literatura foi realizada nas bases de dados: Scientific Electronic Library Online (SciELo), MEDLINE, PubMed e também foi utilizada como ferramenta de busca o Google Acadêmico, biblioteca digital brasileira de teses e dissertações. Uma das técnicas tradicionais é a cultura, um processo de cultivo in vitro que é o padrão-ouro e tem baixo custo, apesar do longo tempo de desenvolvimento (quinze dias a oito semanas) apresentando sensibilidade em torno de 80% e especificidade de 98%. A baciloscopia utiliza coloração de Ziehl-Neelsen (ZN), que se baseia na interação dos lipídios da parede celular com o corante fucsina. Embora o ZN seja rápido, econômico e reprodutível, apresenta sensibilidade da baciloscopia direta em escarro espontâneo até 80% na presença de lesões cavitadas e extensas, em média, essa apresenta 40-60%. Os testes moleculares Xpert MTB/RIF apresenta sensibilidade de 90%, em relação a resistência rifampicina, a sensibilidade é de 95%. No Brasil recebe a denominação de teste rápido molecular para tuberculose (TRM-TB.), ainda para aprimorar o diagnóstico está sendo utilizado o Xpert MTB/RIF Ultra (cepheid). Para o diagnóstico da infecção latente, os dois métodos validados na prática clínica são a Prova Tuberculínica (PPD) e interferon gamma release assay (IGRA), ambos são imperfeitos e indiretos, ou seja, avaliam a resposta do indivíduo à exposição a antígenos micobacterianos. Conclui-se que os exames micobacteriológicos, apesar das suas limitações, ainda são referência para o diagnóstico de TB. Apesar da baciloscopia estabelecer um diagnóstico presuntivo rápido, o método gold-standard “padrão ouro” para o diagnóstico ainda é a “cultura” isolamento cultural do Mycobacterium tuberculosis. Os testes de Prova tuberculínica e IGRA são métodos indiretos.
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    Avaliação da qualidade da água do ribeirão Tomazão e córrego Tomazinho por meio de parâmetros físico-químicos e microbiológicos: um estudo em Cardoso - SP
    (2025-12-10) Yago Padilha de Lima; João Victor Marques Zoccal
    A água é um recurso natural essencial à manutenção da vida e ao desenvolvimento das atividades humanas. No entanto, a crescente urbanização, o avanço da agricultura e a intensificação de processos industriais têm contribuído significativamente para a degradação da qualidade dos corpos hídricos, especialmente em regiões onde o planejamento ambiental é insuficiente. A poluição dos rios compromete não apenas os ecossistemas aquáticos, mas também a saúde pública e a disponibilidade de água potável para as futuras gerações. Nesse contexto, o monitoramento da qualidade da água torna-se uma ferramenta fundamental para diagnosticar a situação ambiental de bacias hidrográficas e subsidiar ações de gestão e recuperação. A análise de parâmetros físico-químicos e microbiológicos permite identificar possíveis fontes de contaminação e avaliar os impactos causados por atividades antrópicas, como o despejo de efluentes domésticos, industriais e agrícolas. Diante disto, este trabalho teve como objetivo avaliar a qualidade da água do ribeirão Tomazão e do córrego Tomazinho, localizados no município de Cardoso-SP, com o intuito de contribuir para o conhecimento ambiental da região e promover estratégias sustentáveis de uso e preservação dos recursos hídricos. A metodologia proposta envolveu coletas de água em quatro pontos distintos, sendo dois pontos em cada um dos corpos d’água. Posteriormente, realizaram-se análises laboratoriais para determinação de pH, cor, turbidez, condutividade elétrica, nitrato, nitrito, sulfato, cianeto, cloro, manganês, zinco, bário, alumínio, ferro, cromo total, cobre, níquel, presença de coliformes totais e Escherichia coli. Os resultados evidenciaram contaminação por coliformes fecais e Escherichia coli, corroborando com a possível influência de despejos de esgoto e de fontes difusas associadas a resíduos orgânicos. Além disso, a detecção de diversos metais pesados em todas as amostras indica contribuição significativa da contaminação do solo, possivelmente relacionada ao uso de agrotóxicos e à lixiviação de compostos metálicos para os corpos hídricos. Os achados demonstram que os corpos d’água analisados apresentam sinais de comprometimento ambiental, que podem ser decorrentes de múltiplas fontes de poluição, incluindo lançamentos de efluentes e aporte de contaminantes do solo. Essas condições reforçam a necessidade de ações contínuas de monitoramento, manejo adequado dos resíduos e políticas de preservação que assegurem a qualidade da água e a proteção da saúde das populações humanas e ecossistemas locais.
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    HIV-1 E TUBERCULOSE: A INTERAÇÃO ENTRE IMUNOSSUPRESSÃO E INFECÇÃO TUBERCULOSA
    (2025) OLIVEIRA STEFANY SOARES; ANA PAULA CASTILHO GARCIA SERAPHIM
    O vírus da imunodeficiência humana (HIV) compromete totalmente o sistema imunológico pela redução dos linfócitos T CD4+ e T CD8+, resultando em um organismo suscetível a diversas infecções, como a tuberculose (TB), causada pela Mycobacterium tuberculosis. Essa bactéria infecta os pulmões, sendo fagocitada por macrófagos alveolares, que desencadeiam uma resposta inflamatória por meio de citocinas como IL-12, IFN-γ e TNF-α. Em pacientes coinfectados, o HIV dificulta a ativação de células fagocitárias e de linfócitos T, favorecendo a reativação da TB latente para a fase ativa. Consequentemente, a interação entre esses dois patógenos aumenta a multiplicação viral e compromete o sistema imunológico dos pacientes. Os recentes boletins epidemiológicos do Ministério da Saúde relatam o aumento dos casos de coinfecção no Brasil, destacando a importância do diagnóstico precoce para prevenção do agravamento de ambas as doenças, que resultam em maiores taxas de mortalidade no país.Desse modo, este trabalho tem como objetivo compreender os mecanismos imunológicos durante a coinfecção HIV-TB, ressaltando a importância das formas de prevenção, dos tratamentos e dos efeitos da imunossupressão sobre o avanço da tuberculose. Trata-se de uma revisão de literatura do tipo bibliográfica. A busca será realizada nas bases SciELO, MEDLINE e PubMed, com descritores como: imunossupressão pelo HIV, coinfecção HIV/TB, imunodeficiência adquirida, imunodeprimidos e sistema imunológico. Serão incluídos artigos publicados entre 2014 e 2025, nos idiomas português, inglês e espanhol, além de documentos oficiais de órgãos como a ANVISA, o Ministério da Saúde e a Organização Mundial da Saúde.
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    INFECÇÕES BACTERIANAS DO TRATO URINÁRIO NA GESTAÇÃO: REVISÃO DE LITERATURA VOTUPORANGA 2025
    (2025) RIBEIRO LAUANY ALMEIDA; GARCEZ SAMIRA BALIEIRO; Ana Paula Castilho garcia Seraphim
    A infecção do trato urinário (ITU) é definida como uma resposta inflamatória a infecção do trato urinário pela colonização de agentes infecciosos, principalmente por bactérias. Caracteriza-se como um problema de saúde pública devido aos riscos em que à gestante e o feto são submetidos, acomete entre 17% e 20% das grávidas, configurando-se como uma das complicações clínicas mais comuns na gestação. As infecções bacterianas do trato urinário (ITUs) na gestação podem se manifestar como bacteriúria assintomática, cistite ou pielonefrite, sendo a Escherichia coli o agente mais comum devido aos seus fatores de virulência que facilitam a adesão e multiplicação no trato urinário. Este estudo teve como objetivo revisar, com base na literatura científica, a ocorrência das ITUs bacterianas na gestação, abordando etiologia, fatores de risco, formas clínicas, diagnóstico, tratamento, complicações e a importância da atuação biomédica. A pesquisa foi conduzida por meio de uma revisão narrativa e descritiva, realizada entre fevereiro e novembro de 2025, utilizando bases como SciELO, PubMed, CAPES, ResearchGate e o Google Acadêmico como ferramenta de pesquisa, com materiais publicados nos últimos vinte anos nos idiomas português e inglês. Durante a gravidez, alterações anatômicas, hormonais, fisiológicas e imunológicas aumentam a estase urinária e favorecem o desenvolvimento de infecções, que podem gerar complicações como parto prematuro, baixo peso ao nascer, sepse e até óbito neonatal. O diagnóstico precoce, realizado por meio de exames clínicos e laboratoriais como Urina Tipo I, urocultura e antibiograma, é fundamental para identificar casos assintomáticos e direcionar o tratamento adequado. A abordagem terapêutica varia conforme a gravidade: bacteriúria assintomática é tratada com nitrofurantoína, cefalexina ou fosfomicina; a cistite pode ser tratada com nitrofurantoína, cefalexina, fosfomicina ou amoxicilina; e a pielonefrite exige antibióticos como ceftriaxona, cefotaxima ou ampicilina associada à gentamicina, geralmente com necessidade de internação. A abordagem correta e o acompanhamento médico contínuo são essenciais para garantir a segurança da gestante e do feto. Conclui-se que a integração entre o laboratório e a equipe obstétrica é essencial para reduzir complicações, garantindo assistência segura ao binômio mãe-feto, reforçando o papel central da atuação biomédica e do monitoramento clínico-laboratorial adequado.
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    ANEMIA FALCIFORME: REVISÃO DE LITERATURA
    (2024-12-03) KESLYE VITÓRIA MADRID DE CAMPOS; MARIA EDUARDA SOUZA DELAGO; KARLA ADRIANA DOS SANTOS
    A anemia falciforme (AF) é uma condição transmitida geneticamente, com herança autossômica recessiva, que se manifesta em indivíduos homozigotos para a hemoglobina S, ocasionando uma deformação dos glóbulos vermelhos em formato de foice ou lua crescente, resultando em sintomas recorrentes e intensos ao longo da vida. A patogenia dessa condição deve-se a uma alteração no gene da beta-globina da hemoglobina, devido a uma modificação genética no cromossomo 11. Na AF, ocorre a substituição do ácido glutâmico pela valina, localizado na posição 6 do códon, ocasionando, na hemácia, a perda da estrutura bicôncava, polimerização e desoxigenação; por conseguinte a célula assume o formato de foice, o que desenvolve modificações estruturais na membrana destas células. A falcização acarreta a eliminação precoce das hemácias pelo baço, causando anemia crônica e transfusão de sangue em situações mais graves. Os indivíduos portadores da doença apresentam uma ampla gama de sintomas, que podem variar na sua intensidade de moderados a graves, dependendo da quantidade de HbS no organismo e do nível de oxigênio no qual as células vermelhas estão expostas. O objetivo desta pesquisa foi realizar um levantamento literário sobre a AF descrevendo sua causa, características da doença, alterações celulares, tratamentos e métodos de diagnóstico laboratorial. Foram realizadas buscas eletrônicas da literatura nas bases de dados: SciELo (Scientific Electronic Library Online), RBAC (Revista Brasileira de Análises Clínicas), Google Acadêmico, Medline, PubMed, bem como livros e sites (ANVISA, Ministério da Saúde e Word Health Organization). Os critérios para inclusão de artigos na pesquisa foram publicações mencionadas nos últimos doze anos e publicados em português, inglês e espanhol.
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    COLETA VENOSA EM UM HOSPITAL DO NOROESTE PAULISTA: INTERFERENTES PRÉ-ANALÍTICOS
    (2024-12-02) AMIÊ MORAIS MARANA; KARLA ADRIANA DOS SANTOS
    Os resultados em medicina laboratorial são fundamentais e representam um ponto crítico no que se refere ao diagnóstico, terapêutica, monitorização, atendimento e segurança do paciente. É importante investigar e aperfeiçoar procedimentos e processos decorrentes da coleta venosa realizados diretamente pelo laboratório, mas também realizadas por outros profissionais de saúde; é na fase pré-analítica que ocorre a maioria dos erros em medicina laboratorial. Todos os erros devem ser medidos e controlados através de indicadores que forneçam avaliação objetiva do problema e os resultados destes devem ser utilizados como forma de aprendizagem e melhoria contínua da qualidade. O presente estudo objetivou identificar, caracterizar e quantificar a prevalência dos erros decorrentes de coletas realizadas por um Serviço de Urgência e Emergência da cidade de Votuporanga/SP. A metodologia utilizada foi avaliação qualitativa, quantitativa e comparativa de recoletas antes e após a realização de um treinamento para os profissionais do Hospital. Através dos resultados desta pesquisa foi possível identificar que independente do número de atendimentos da Unidade e treinamentos prestados, houve permanência dos erros, sendo assim nota-se a necessidade de implementação de um sistema de gestão da qualidade e de ações de melhoria na fase pré-analítica, como por exemplo, manter um sistema de educação continuada para reforço das boas práticas de coleta e integridade de amostra, bem como práticas que promovam a diminuição da rotatividade de colaboradores.
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    DERMATOFITOSES DE INTERESSE MÉDICO
    (2024-12-05) Emiliana Michie Garcia Haraguti; Renata Pires de Assis
    As dermatofitoses, também conhecidas como tineas, são infecções fúngicas superficiais que acometem estruturas queratinizadas, como pele, cabelos e unhas, causadas por dermatófitos dos gêneros Trichophyton, Microsporum e Epidermophyton. Estas infecções apresentam elevada prevalência e variabilidade clínica, sendo classificadas em antropofílicas, zoofílicas e geofílicas, com diferenças significativas na dinâmica de transmissão e resposta inflamatória do hospedeiro. O objetivo deste estudo foi revisar os principais aspectos etiológicos, epidemiológicos e diagnósticos das dermatofitoses, com ênfase nos fatores de virulência, resistência antifúngica e terapias emergentes. A metodologia consistiu em uma revisão bibliográfica de artigos publicados entre 2002 e 2024, selecionados nas bases PubMed e SciELO, abordando a interação fungo-hospedeiro, métodos diagnósticos e estratégias terapêuticas. Os resultados evidenciaram que biofilmes e enzimas queratinolíticas desempenham papel central na patogênese, aumentando a resistência antifúngica e a persistência das infecções. O diagnóstico ainda depende de métodos convencionais, como microscopia e cultura, mas avança com técnicas moleculares como PCR. Estratégias terapêuticas emergentes, como nanopartículas e fotossensibilizadores, mostraram-se promissoras, embora enfrentem desafios práticos. Conclui-se que o enfrentamento das dermatofitoses requer integração entre diagnóstico eficaz, desenvolvimento de novas terapias e fortalecimento de políticas públicas, visando a redução de sua prevalência e o controle da resistência antifúngica.
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    DIABETES MELLITUS TIPO 1 NA INFÂNCIA: REVISÃO DE LITERATURA
    (2024-12-05) Bárbara Eduarda da Silva Correia; Mayla Fernanda Derossi da Silva; Renata Pires de Assis
    O Diabetes Mellitus (DM) é uma síndrome metabólica caracterizada por deficiência na secreção de insulina pelas células betas pancreáticas e/ou da resistência dos tecidos alvo às ações deste hormônio, culminando em diversos prejuízos no controle do metabolismo de carboidratos, lipídeos e proteínas. Além da hiperglicemia, outras alterações são observadas no DM, tais como: elevados níveis circulantes de triglicerídeos, aumento dos ácidos graxos, colesterol e da lipoproteína de baixa densidade (LDL), e diminuição dos níveis de lipoproteína de alta densidade (HDL). Dentre as principais manifestações clínicas descritas, estão: glicosúria, poliúria, perda de peso, polidipsia, polifagia e visão turva. O objetivo deste trabalho foi descrever sobre a importância do diagnóstico precoce do DM tipo 1 na infância, visando entender seus impactos no desenvolvimento e na qualidade de vida das crianças afetadas, além de promover uma maior conscientização sobre a necessidade de medidas preventivas e de intervenções adequadas. Também foi abordado sobre a fisiopatologia do DM, diagnóstico clínico e laboratorial. Este trabalho foi realizado por meio de revisão de literatura do tipo narrativa descritiva, no qual foi descrito sobre fisiopatologia da DM1, diagnóstico clínico e laboratorial, tratamento, acompanhamento pelo SUS. O levantamento de dados para a realização desse trabalho foi no período de fevereiro a novembro de 2024. Para realizar essa pesquisa, foi formulada a seguinte pergunta norteadora: Qual a importância do diagnóstico precoce de diabetes mellitus tipo 1 na infância? Foi realizada uma pesquisa eletrônica nas bases de dados Scientific Electronic Library Online (SciELo), MEDLINE, PubMed, Ministério da Saúde. As crianças portadoras de DM tipo 1 podem apresentar sinais como poliuria, polidipsia e emagrecimento, mas podem ser mascaradas em crianças que usam fraldas e mamam, por isso, devem-se atentar aos sinais e sintomas que são apresentados, como perda de peso, irritabilidade e desidratação. A falta de controle dos níveis de glicose a longo prazo pode levar a complicações crônicas nos vasos sanguíneos, como neuropatia, amputações, retinopatia, doença renal e doença cardiovascular. Essas complicações podem surgir durante a puberdade ou após cinco a dez anos do início da doença. Outras complicações graves incluem episódios de hipoglicemia e hiperglicemia que, quando combinados com um controle inadequado da condição, podem resultar em hospitalizações e até mesmo em óbito. Conclui-se que devem atentar-se aos sintomas iniciais e clássicos que são despercebidos devido a rotina diária dos pais. Atualmente, o uso de aparelhos eletrônicos faz com que as crianças fiquem sem atividade física, tornando-se obesas, o que contribui para o desenvolvimento ou piora no quadro de DM. Os programas educacionais e de prevenção para que as crianças mudem o estilo de vida são necessários dentro das instituições escolares para que se destaque a importância da doença e assim atinge a fase adulta com saúde.
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    DIAGNÓSTICO E MANEJO DO DIABETES MELLITUS TIPO 1 EM CRIANÇAS
    (2024-12-05) Lívia Garcez Machado; Renata Pires de Assis
    O Diabetes Mellitus tipo 1 (DM tipo 1) é um distúrbio metabólico caracterizado por níveis elevados e persistentes de glicemia, causados pela deficiência na produção de insulina ou em sua ação. O aumento dos níveis de glicose no sangue persistente está associado a complicações crônicas micro e macro vasculares, redução da qualidade de vida, aumento de morbidade e elevação da taxa de mortalidade. O objetivo foi descrever sobre o diagnóstico clínico e laboratorial do DM tipo 1, os aspectos do manejo do DM tipo 1 em crianças, evidenciando os fatores mais relevantes para um manejo adequado, bem como da participação dos familiares nesse processo. Este trabalho foi desenvolvido por meio de revisão de literatura, do tipo narrativa, utilizando os seguintes descritores: Diabetes Mellitus tipo 1, diagnóstico laboratorial do Diabetes Mellitus tipo 1, desenvolvimento infantil, envolvimento dos familiares no Diabetes Mellitus tipo 1. Foram utilizados artigos de 2015 até 2024, e este trabalho foi realizado no período de fevereiro a novembro de 2024. O DM é uma condição de saúde com elevada incidência em todo o mundo. DM pode ser classificado em: DM tipo 1, DM tipo 2 e gestacional. O DM tipo 1 é uma doença autoimune, em que o sistema imunológico ataca e destrói as células beta do pâncreas, resultando em uma redução na produção de insulina pelo pâncreas, sendo esse tipo mais comum em crianças e jovens. O DM tipo 1 é reconhecido como a segunda condição crônica mais prevalente entre crianças. O diagnóstico clínico do DM tipo 1 envolve a detecção de sinais e sintomas típicos, além da realização de testes laboratoriais específicos. Os exames para diagnóstico laboratorial são Glicemia em Jejum, Teste Oral de Tolerância à Glicose (TOTG) e o Hemoglobina Glicada (HbA1c). Para confirmar o diagnóstico de DM, são considerados alguns parâmetros, e recomenda-se que seja feita mais de uma dosagem para confirmação de diagnóstico, principalmente se a pessoa for assintomática. Os critérios incluem: Glicemia em jejum ≥ 126 mg/dL e glicemia aleatória (obtida a qualquer momento do dia) ≥ 200 mg/dL, hemoglobina glicada ≥ 6,5% e glicemia 2 horas após ingestão oral de 75g de glicose ≥ 200 mg/dL, em pacientes com sintomas típicos de DM. O manejo do DM tipo 1 no Brasil envolve uma abordagem multidisciplinar e integrada, levando em conta as especificações do sistema de saúde e a diversidade da população; é um esforço colaborativo que envolve profissionais de saúde, pacientes e suas famílias. A participação da família, oferecendo suporte à criança desde o diagnóstico e cultivando um ambiente familiar saudável, é fundamental para a adesão ao tratamento e o controle dos níveis de glicose. Contudo, o envolvimento ativo dos familiares é fundamental para garantir que a criança receba o suporte necessário para lidar com as demandas diárias do DM. O sucesso no manejo do DM tipo 1 em crianças depende significativamente do envolvimento familiar.
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    IMUNOTERAPIA CONTRA CÉLULAS DO CÂNCER
    (2024-12-05) Bianca Prado Borges; Eduarda Laura Teixeira Lima; Renata Pires de Assis
    A imunoterapia é uma abordagem terapêutica inovadora que se dedica ao tratamento e à imunoprofilaxia de doenças cancerígenas, infecciosas, dentre outras. Este ramo tem crescido e vem se inovando com o avanço da tecnologia, o que revela novas perspectivas profiláticas. Sendo a mesma, uma alternativa de tratamento biológico, que visa fortalecer o sistema imunológico para que ele possa combater infecções e doenças como o câncer, bloqueando certos fatores que levam um aumento da resposta imunológica, estimulando a atividade das células de defesa do organismo para que estas células reconheçam o tumor como um invasor. Este trabalho teve como objetivo descrever sobre os principais agentes imunoterápicos para o tratamento do câncer, suas técnicas e procedimentos dos métodos imunoterápicos utilizados contra as neoplasias malignas. A metodologia utilizada foi uma revisão de literatura, do tipo narrativa, por meio de busca eletrônica nas bases de dados: Scientific Electronic Library Online (SciELo), MEDLINE, PubMed, com artigos originais publicados nos últimos dez anos; artigos publicados em português, inglês e espanhol, bem como livros e sites (ANVISA, INCA, OPAS, Instituto Butantan, Ministério da Saúde e National Cancer Institute, Word Health Organization, American Cancer Society). Embora a imunoterapia seja pouco conhecida pela população, sua eficácia vem aumentando nas pesquisas científicas, ganhando cada vez mais o mercado. Este campo terapêutico é promissor e possui um grande potencial a ser explorado. Pesquisadores sugerem que seria possível realizar um tratamento eficaz e econômico utilizando ferramentas diagnósticas mais eficientes, como, por exemplo, o mapeamento genético e a inteligência artificial, o que possibilitaria mais tratamentos. Nos tratamentos imunoterápicos, utilizam-se agentes imunoterápicos, tais como os anticorpos monoclonais (mABs), que são desenvolvidos em laboratório para interagir com antígenos específicos de certos tipos celulares, permitindo a preservação das células saudáveis em comparação com as terapias convencionais; a terapia com células CAR-T, sendo baseada no uso de linfócitos T CD8+ extraídos do paciente, que são geneticamente modificados para reconhecer antígenos na superfície tumoral; as vacinas, podendo ser as profiláticas, que visam a prevenção de certos tipos de cânceres relacionados a vírus e infecções, ou terapêuticas, usadas como estratégia de tratamento para malignidades existentes, são projetadas para induzir as células T do paciente a responder aos antígenos cancerígenos, interrompendo a tolerância adquirida pelas células tumorais; os inibidores de checkpoint imunológico que potencializam as respostas imunes anticancerígenas, sendo medicamentos que direcionam a receptores específicos na superfície dos linfócitos T; e as citocinas, onde desempenham a função de moléculas mensageiras, com seu papel crucial na estimulação direta das células efetoras imunes e das células estromais no local do tumor, além de aumentar o reconhecimento de células tumorais pelas células efetores citotóxicas. Contudo, verificou-se a importância e a versatilidade da imunoterapia no combate aos tumores malignos, visando melhor qualidade de vida dos pacientes oncológicos. Embora a imunoterapia ofereça benefícios evidentes, sua implementação no SUS enfrenta problemas devido à demanda de recursos financeiros essenciais para o tratamento, importante mencionar que no SUS existem terapias disponíveis: anticorpos monoclonais (ex. trastuzumabe, rituximabe), vacina terapêutica contra o câncer de próstata, inibidores de checkpoint (ex. nivolumabe, pembrolizumabe). Concluiu-se que o tratamento do câncer com o uso da imunoterapia se faz eficaz em diversos tipos de cânceres, proporcionando aos pacientes uma qualidade de vida melhor comparada aos tratamentos convencionais.